Alepa prestigia Festival do Abacaxi e defende agronegócio como saída para superar a crise

“Não há como superar essa crise toda que afeta nosso País que não seja pela produção. Não são as prefeituras, os poderes Legislativo e Executivo que produzem riquezas, mas sim o pequeno, médio e grande produtores, os pequenos, médios e grandes empresários.
O poder público tem o dever de acompanhar e apoiar essas pessoas”, afirmou o deputado Márcio Miranda, presidente de Alepa, durante visita que fez, na noite do último sábado, ao município de Floresta do Araguaia, sudeste do Pará, para participar do 24º Festival do Abacaxi.
O município de Floresta do Araguaia é considerado hoje o maior produtor de abacaxi do mundo, com uma área plantada que supera os 13 mil hectares, colhendo aproximadamente 280 milhões de unidades do fruto. Boa parte dessa produção é processada na cidade e exportada para dezenas de países, e para quase todos os estados do País. Hoje são produzidos por dia cerca de 250 toneladas de suco concentrado. Os abacaxis com melhor qualidade são vendidos para comerciantes de dezenas de municípios de Belém e de outros estados vizinhos.
Para Márcio Miranda, “enquanto a maior parte dos estados brasileiros vive uma crise sem precedentes, com uma crescente falta de confiança por parte da população e dos investidores, vemos que a solução, como é o caso aqui em Floresta do Araguaia, é a produção, que gera emprego renda e impostos, que movimenta a economia. Só o agronegócio é que irá salvar o país dessa crise”. O chefe do Parlamento do Pará já presidiu o Sindicato dos Produtores Rurais de Castanhal, e é bastante ligado à área produtiva no campo.
O presidente da Alepa acrescentou que fez questão de estar presente ao evento rural em Floresta do Araguaia “para ver de perto esse exemplo de fortalecimento da agricultura familiar, que é quem põe comida na mesa dos brasileiros”, E se pôs à disposição desses produtores para encontrar meios e recursos que possam incrementar ainda mais a assessoria técnica e as pesquisas, na Embrapa, visando dar mais qualidade è produção de abacaxi naquele município.
Também presente à festa do abacaxi em Floresta do Araguaia, a deputada Cilene Couto (PSDB) disse que foi àquele município “apenas para confirmar o que já sabíamos: que em Floresta a economia se destaca a cada ano com a produção de abacaxi, e o agronegócio é a solução. Precisamos destacar a figura e a força do pequeno e médio produtor, principais personagens dessa superação econômica. Por isso que o momento é de agradecer a essas pessoas e de festejar”.
Para Adélio dos Santos, o prefeito de Floresta do Araguaia e que há mais de 30 anos acompanha o gradativo crescimento da produção do fruto, há algum tempo havia dúvida se plantar cada vez mais abacaxi era mesmo o caminho certo. Hoje ele reconhece que o fruto é que alavanca a economia, que é a salvação da lavoura.
Até 1991, a base econômica de Floresta do Araguaia, então apenas distrito de Conceição do Araguaia, era a agricultura familiar baseado no plantio de feijão, mandioca, abóbora, banana, etc. Havia também uma tímida produção de frutas regionais, como melancia, laranja, melão e, principalmente, abacaxi, que encontrou condições favoráveis de desenvolvimento. Em pouco tempo o abacaxi se firmou como a opção de produção em grande escala, mas a partir da agricultura familiar.
Fonte: Alepa - por Edvaldo Mendes/ AID Alepa




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