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Governo Argentino afirma que juiz Griesa pretende “condicionar” o Congresso Nacional


Juiz Federal Americano Thomas Griesa

O Ministério da Economia afirmou que o juiz Thomas Griesa continua sem tomar medidas "para nenhuma das questões realmente importantes que a sua decisão ocasionou" no processo que o país enfrenta com os fundos abutres e que o fato de declarar "ilegal" o projeto encaminhado ao Parlamento evidencia novamente "o desprezo da soberania nacional e o absoluto desconhecimento das instituições democráticas".


Segundo a pasta Econômica, "enquanto o juiz mantém a insólita posição de impedir o pagamento aos credores que entraram nas reestruturações de 2005 e 2010 por parte da Argentina, o Juiz responde ao pedido dos fundos abutres e marca uma audiência para discutir sobre um suposto desacato da República. Por sua vez, com um novo excesso de jurisdição e desconhecimento da soberania, Griesa opinou sobre a ilegalidade de um projeto de lei que nem sequer compreendeu em toda a sua extensão (quando desconheceu elementos centrais do referido), e que foi encaminhado para ser tratado no Congresso Nacional, como deve ser em qualquer Estado democrático".


O ministério conduzido por Axel Kicillof afirmou que o fato de declarar "ilegal" um projeto de lei que o Poder Executivo envia ao Parlamento evidencia, novamente, o desprezo pela soberania nacional da Argentina e o absoluto desconhecimento do funcionamento das instituições democráticas. Pretende agora, a pedido dos fundos abutres, impor condições ao Parlamento, máximo órgão legislativo da República". O comunicado considera que "o Juiz Griesa continua imobilizando os fundos com o único propósito de obrigar a República Argentina pagar aos fundos abutres. Ao mesmo tempo, insiste em pressionar a República Argentina para que a referida faça ofertas violando suas leis e seus contratos, e com o risco de ativar a Cláusula RUFO". O Juiz também insiste "em que a República Argentina deve negociar, e não quer ver que na realidade os que não negociam são os fundos abutres. Por isso são abutres, porque não negociam. Longe de fazer justiça e gerar condições equilibradas entre as partes, o Juiz só procura favorecer aos fundos abutres".


Fonte: Télam / Rede Mundo

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