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Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil

há 22 horas
2 min de leitura
Nova lei pretende combater preconceito e estimular profissionalização - Foto (Crédito: /Ferroviária)
Nova lei pretende combater preconceito e estimular profissionalização - Foto (Crédito: /Ferroviária)

O futebol feminino brasileiro passa a ter diretrizes legais permanentes para o desenvolvimento da modalidade no país. A nova lei, publicada no Diário Oficial da União, reconhece a modalidade como prioridade da política pública esportiva nacional.


Além disso, o texto define ações para ampliar a participação de mulheres no esporte, fortalecer a profissionalização das competições e combater diferentes formas de discriminação.


A legislação prevê ainda a promoção da equidade de oportunidades no futebol feminino, ao considerar desigualdades territoriais, socioeconômicas, raciais, etárias e relacionadas às pessoas com deficiência.


Também determina a adoção de medidas para garantir a segurança, a integridade física e psicológica das atletas, além da proteção dos direitos ligados à gravidez e à maternidade.


Diretrizes

Entre os objetivos da nova lei estão:

  • garantia do direito ao esporte para meninas e mulheres;

  • promoção da igualdade de oportunidades no futebol feminino;

  • incentivo à igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte;

  • combate à discriminação, ao racismo, à intolerância e à violência contra as mulheres;

  • ampliação da participação feminina em cargos de gestão, direção técnica e arbitragem;

  • proteção dos direitos relacionados à gravidez e à maternidade;

  • cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios para fortalecer a modalidade.


Atribuições 

A lei atribui ao Ministério do Esporte a responsabilidade de promover condições favoráveis para o desenvolvimento do futebol feminino profissional e amador. Entre as medidas previstas estão o estímulo à inclusão da modalidade em programas de formação esportiva, o apoio a competições de base e o incentivo à criação de calendários organizados com antecedência para clubes, atletas e demais profissionais do setor.


O texto também prevê ações voltadas à capacitação e à empregabilidade de mulheres em diferentes funções ligadas ao futebol, como arbitragem, treinamento, gestão e educação física. Além disso, o governo poderá fomentar parcerias entre escolas, universidades e clubes para a identificação e o desenvolvimento de talentos. 


A norma estabelece limites para inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais femininas, como forma de incentivar a profissionalização gradual da modalidade.

Os parâmetros iniciais são: 

Competição

Limite de atletas não profissionais

Principal divisão nacional 

Até 4 atletas por equipe

Demais divisões nacionais e principal divisão estadual 

Até 6 atletas por equipe

Outras competições profissionais

 Até 8 atletas por equipe

De acordo com a lei, o governo federal deverá definir cronograma para reduzir progressivamente esses limites até que as competições sejam totalmente profissionalizadas.


Combate à discriminação

A nova lei determina que o Ministério do Esporte – em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações e clubes – elabore protocolos de prevenção e enfrentamento à discriminação, intolerância e violência contra as mulheres no futebol.


As medidas deverão abranger atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras, gestoras, profissionais de educação física e outras trabalhadoras da modalidade.


Confira mais informações sobre a nova lei no Repórter Brasil, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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