O cortejo reuniu milhares de torcedores em um dos eventos mais tradicionais que antecedem o Festival de Parintins
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Neste ano, a concentração do Boi de Rua foi na avenida Senador José Esteves, no tradicional Canto da Porrada, no bairro Palmares. O cortejo seguiu pela rua Sá Peixoto, avenida Amazonas e rua Cordovil, e encerrou o percurso na avenida Nações Unidas.
A programação deste ano ainda contou com dois trios elétricos. Um deles reuniu os toadeiros do Caprichoso e o outro levou os itens oficiais. Em ambos os trios, os artistas foram responsáveis por conduzir a multidão ao som das toadas que marcaram a trajetória do bumbá.
Para o presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo, o Boi de Rua é uma oportunidade de reviver a história centenária do bumbá e reafirmar a ligação do boi com o povo.
“O Boi de Rua deu origem ao nosso festival. Era uma brincadeira de rua e nós sempre resgatamos esse momento para lembrar a história do boi, há mais de 100 anos, quando saía pelas ruas iluminado por lamparinas. Essa festa revive a tradição, a memória e toda a trajetória que o Caprichoso percorreu para chegar onde está hoje. É um momento de celebrar essa história e abraçar esse mar de gente azul e branca que invade Parintins”, afirmou.
A força dessa tradição também é percebida por quem ajuda a construir a identidade musical do bumbá. Compositor do Caprichoso desde 2001, Ademar Azevedo destacou que o Boi de Rua mantém viva a conexão entre as diferentes gerações de artistas e torcedores.
“O Boi de Rua traz a raiz do Caprichoso. É a energia do povo de Parintins, dos bairros tradicionais, das famílias que carregam essa paixão há muitos anos. O Caprichoso é do povo, é da rua e essa festa representa exatamente isso”, ressaltou.
Emoção azulada
Entre os brincantes, a emoção de acompanhar o cortejo reforça o sentimento de pertencimento e de preservação cultural. Torcedor do Caprichoso desde a infância, Erick Frota participa do Boi de Rua há quase duas décadas e considera a festa um dos momentos mais importantes da temporada.
“É uma tradição muito forte. A gente vê crianças, jovens e idosos esperando o boi passar na frente de casa, revivendo memórias e compartilhando experiências. O Boi de Rua ajuda a preservar a nossa cultura e a manter viva a história do Caprichoso”, disse.
Vindos de Manaus para acompanhar a programação do festival, muitos torcedores também fazem questão de incluir o Boi de Rua no roteiro da viagem. É o caso de Everton Gomes, que participa do evento pela terceira vez.
“Depois que conheci o Boi de Rua, passei a vir todos os anos. É um momento que mostra a origem do Caprichoso e a importância de transmitir essa cultura para as novas gerações. É uma experiência única”, afirmou.
Criado na década de 1980, o Boi de Rua se consolidou como uma das manifestações mais aguardadas da temporada bovina. O evento mantém viva uma tradição que atravessa gerações, reunindo famílias inteiras em torno da paixão pelo touro negro.
O 59º Festival de Parintins é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Além de impulsionar o turismo e a economia criativa, o festival fortalece a preservação das manifestações culturais amazônicas e contribui para a valorização de tradições que atravessam gerações. O Boi de Rua é uma dessas expressões, mantendo viva a relação entre o boi-bumbá, a comunidade e a história cultural de Parintins.
Fonte: https://cultura.am.gov.br/




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