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O charme eterno das Cidade das Mangueiras em Belém no Pará

As mangueiras embelezam e fazem parte do cotidiano do belenense desde século XVIII. Essa árvore chegou aqui pelas mãos dos colonizadores portugueses que começaram a fazer o plantio primeiramente em suas residências em 1770. Elas foram importadas da Índia, Filipinas e Paquistão. Das residências, as árvores foram plantadas nos logradouros públicos, começando pelo bairro da Cidade Velha (Praça Grei Caetano Brandão e Praça D. Pedro II), depois chegou à Campina, Nazaré, Batista Campos, São Brás, entre outros.

Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)

O intendente Antônio Lemos foi responsável por essa expansão das mangueiras em Belém que estava vivendo a Belle Époque Amazônica, fomentada pela exportação da borracha, no século XIX.


Nessa época, Belém passou por uma grande transformação urbana e paisagística, incluindo a construção de praças, Boulevard, bosque, teatro, escolas, mercado municipal de peixe e outras construções que tinham a finalidade modernizar a cidade para que ela tivesse ares europeus e assim atender às necessidades dos empresários da borracha e da elite belenense. E esses novos espaços precisavam de ser arborizados. A mangueira foi a espécie vegetal ideal para isso.

Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)

As ruas, os bosques e as praças públicas receberam as mudas dessa árvore que tinham como principais funções embelezar a cidade, amenizar o clima, trazendo sombras para quem andava por tais locais e fornecer alimentos para a população mais carente de Belém.

Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)

Como o fruto é saboroso, ele caiu no gosto popular e foi parar nas feiras públicas da capital, especialmente no Ver-o-Peso. Era muito comum ver a população atirando pau nas mangueiras para adquirir seus frutos. Essa tradição permanece até hoje. Mas quem quiser, pode pegar as frutas nas mãos. Isso é raridade, já que as mangueiras são bastante altas. Muitas pessoas vivem da venda de mangas para sobreviver. No Mercado do Ver-o-Peso e nas outras feiras livres da capital paraense, um cesto dessa saborosa fruta custa entre 30 e 40 reais.


Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)
Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)

Evandro Vieira vende manga no Mercado do Ver-o-Peso. Ele disse que em média vende cem paneiros de manga por dia. Ele afirma que deve muito a essa fruta, porque ele sustenta há 20 anos sua família, composta por seis filhos, com a venda dessa fruta.

Foto: Daniel Vilhena (AID/Alepa)

As mangas que abastecem as feiras livres da capital paraense vêm de diversos municípios paraenses. Atualmente, as mangueiras estão carregadas, para alegria da Cidade das Mangueiras, que recebeu esse título de cientistas e turistas que visitavam a cidade.


As mangueiras de Belém estão sob cuidado da Prefeitura de Belém.


Fonte: Alepa

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