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Contra um mundo dividido, ONU conta com o Brasil de Lula como voz pela paz e pelo diálogo

há 2 horas
2 min de leitura

Diretor-geral da Organização das Nações Unidas pede apoio do presidente à agenda multilateral, com foco em clima, inteligência artificial, comércio e segurança internacional

↑ Lula com o diretor-geral da ONU, António GuterresFoto: Ricardo Stuckert
↑ Lula com o diretor-geral da ONU, António GuterresFoto: Ricardo Stuckert

Antes de subir ao púlpito para discursar pela décima vez na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nessa terça-feira, 21, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma reunião bilateral com o diretor-geral da entidade, António Guterres. O diplomata português disse ao petista que a ONU conta com o Brasil para promover o multilateralismo, especialmente em relação às mudanças climáticas, à inteligência artificial, ao comércio, à paz e à segurança. As informações são do jornal Valor Econômico.


Lula publicou uma imagem ao lado de Guterres, com a bandeira das Nações Unidas atrás dos dois, em seu perfil nas redes sociais. O diretor-geral permanece no cargo até dezembro, depois de dois mandatos à frente da ONU.


Na Assembleia Geral, Guterres discursou antes de Lula e abordou exatamente os temas que tratou na reunião bilateral. Ele afirmou que a tendência internacional é clara em direção a um mundo multipolar. “Esse movimento é irreversível”, declarou.

O diretor geral da ONU ponderou, contudo, que há diferentes formas de multipolaridade: se, por um lado, é possível fraturar as instituições e produzir desconfiança, por outro, o caminho de conexões e interdependência, destacou Guterres, pode trazer paz e equilíbrio geopolítico.


Reforma do Conselho de Segurança

No mesmo tom, Lula começou o discurso apontando o enfraquecimento dos organismos da ONU. O petista classificou o atual momento como o “mais crítico” para a entidade desde seu primeiro discurso à Assembleia Geral, em 2003, e lamentou que Guterres tenha sido submetido a tantos desmandos durante a última década.


“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército nem arsenais, nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, observou.


Em sua fala, Guterres já havia exposto a necessidade de reforma do Conselho de Segurança, para que o órgão mais importante da ONU possa retratar, de fato, a balança de poder hoje no mundo.


“O Conselho de Segurança foi criado no rescaldo da Segunda Guerra Mundial. Mas o mundo mudou fundamentalmente desde então. E essa mudança está longe de ser refletida no Conselho de Segurança”, considerou o diretor-geral da ONU.


Sobre a questão da Palestina, Guterres argumentou que a solução de dois Estados não pode ser descartada pela comunidade internacional. Por sua vez, Lula acusou novamente o governo do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, de praticar um genocídio em Gaza.


Fonte: Da Rede PT de Comunicação

 
 
 

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