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Caio Bonfim conquista bronze no Mundial de Marcha Atlética em Brasília em prova 'mais difícil da carreira'

  • há 15 minutos
  • 4 min de leitura

Brasiliense supera pressão de competir em casa, garante pódio inédito e celebra apoio do público no Eixo Monumental

 Medalha de Caio Bonfim é a quinta que ele conquista em Mundiais e a primeira em um Campeonato Mundial de Marcha Atlética - Foto (Crédito: Ronaldo Caldas/MEsp)
Medalha de Caio Bonfim é a quinta que ele conquista em Mundiais e a primeira em um Campeonato Mundial de Marcha Atlética - Foto (Crédito: Ronaldo Caldas/MEsp)

A medalha de bronze conquistada por Caio Bonfim no Campeonato Mundial de Marcha Atlética, no domingo (12/4), em Brasília, foi resultado de uma prova marcada por alto nível técnico e intensidade emocional. Competindo em casa, diante de milhares de torcedores, o atleta descreveu a disputa como a mais difícil de sua carreira.

Foi a prova mais difícil da minha carreira por conta do emocional. Você não quer decepcionar. São mais de 1h20 de prova, 21 voltas, e parecia que a cada volta era um Mundial”, afirmou

Segundo Caio, a presença massiva do público aumentou a pressão,  mas também impulsionou seu desempenho ao longo do percurso montado no Eixo Monumental.


“Eu queria voltar para casa com uma medalha. Lutei muito. Quando vi que dava, fui com tudo. Estou muito feliz, muito orgulhoso”, disse. O marchador também destacou o nível dos adversários e a necessidade de mudar sua estratégia habitual. “Aqui era oito ou oitenta. Eu tive que arriscar mais. Quando você é campeão mundial, todo mundo quer ganhar de você. Não tem essa de estar em casa. Só tinha atleta de alto nível”, explicou.


Ao final, Caio ressaltou o peso simbólico da conquista em Brasília. “Eu brinco que completei meu álbum. Já tinha medalha olímpica, de Mundial de Atletismo, e faltava essa. E ela veio em casa. Essa é a medalha que não vai para a prateleira, a de poder marchar sendo incentivado”, completou. 


Incentivo ao esporte e legado do Mundial

Para a secretária nacional de Excelência Esportiva do Ministério do Esporte, Iziane Marques, a realização de um evento desse porte no Brasil tem impacto direto na formação de novos atletas.

O grande legado é mostrar para crianças e jovens que eles também podem se tornar atletas olímpicos. Quando a gente traz esses eventos, essa possibilidade se torna real”, destacou Iziane

Iziane enfatizou o papel do programa Bolsa Atleta no desenvolvimento do esporte de alto rendimento. “Ter uma política pública que garante segurança financeira ao atleta durante a carreira é um diferencial enorme. Isso permite que ele tenha condições adequadas de treinamento, possa viajar, competir e evoluir”, afirmou.


Família emociona e acompanha cada passo do atleta

O irmão de Caio, o jornalista Evam Bonfim, destacou a emoção de ver o atleta competir em casa. “É muito legal imaginar que está todo mundo aqui, os atletas que a gente vê na TV, competindo na nossa casa, passando pela Esplanada, pela Catedral, pelo Museu. É muito especial”, afirmou. E não escondeu a expectativa: “A gente quer medalha, quer ouro”.


A prima, a cantora Sâmela Oliveira, viveu uma experiência inédita. “É a primeira vez que vejo uma competição mundial de perto. Antes, a gente esperava mensagem no WhatsApp. Hoje, ver ao vivo e em casa é indescritível”, disse.


Já a avó, Lourdes Oliveira, resumiu o sentimento da família: “É a primeira vez que venho assistir o Caio. É muita emoção, ele é nosso orgulho!”. A mãe e treinadora, Gianetti Bonfim, acompanhou tudo de perto, sendo peça central na trajetória que levou o atleta ao pódio mundial.


Sobradinho em peso na Esplanada

A energia da torcida foi um dos grandes diferenciais da prova. Moradores de Sobradinho (DF), cidade natal de Caio, se mobilizaram, organizaram caravanas e marcaram presença no percurso. “Veio um ônibus com a galera toda, criança, jovem, idoso, todo mundo para torcer. A expectativa está lá em cima”, contou Flávio Teles de Castro, que conhece o atleta desde pequeno e treinou com sua mãe.


Ezequias da Silva César também destacou a relação com a família. “Conheço ele desde pequeno, nossos pais são amigos. A gente está aqui torcendo firme e forte”, disse.


Entre os torcedores, o casal de maratonistas Priscila Curi, 33 anos, e Pedro Andrade, 36, celebrou o momento. “A gente veio compartilhar energia, empurrar ele para frente. É muito emocionante ter um Mundial aqui”, afirmaram.


Resultados do Mundial e feito histórico

Na disputa da meia maratona, Caio Bonfim garantiu o bronze com o tempo de 1:27:36, em uma prova decidida nas voltas finais. O ouro ficou com o italiano Francesco Fortunato (1:27:25), enquanto Misgana Wakuma, da Etiópia, terminou em segundo (1:27:33).


A medalha de Caio Bonfim é a quinta que ele conquista em Mundiais e a primeira em um Campeonato Mundial de Marcha Atlética, competição mais antiga da modalidade, realizada desde 1961.


A conquista também simboliza a evolução da marcha atlética no Brasil, agora impulsionada pela realização de grandes eventos internacionais no país e pelo fortalecimento de políticas públicas de incentivo ao esporte.


Brasil conquista bronze inédito por equipes no feminino

Além do pódio de Caio, o Brasil também fez história com a medalha de bronze inédita por equipes na maratona feminina. O time liderado por Viviane Lyra, ao lado de Gabriela Muniz, Mayara Vicentainer, Elianay Santana e Thaissa Gabrielle, garantiu o melhor resultado do país na competição.


Na disputa individual, Viviane terminou em 5º lugar, com 3:34:53. Gabriela (11ª) e Mayara (12ª) também se destacaram, ambas com recordes pessoais. O resultado consolida o crescimento da marcha atlética brasileira e marca um momento histórico para a modalidade, impulsionado pelo apoio do Governo do Brasil.



Fonte: Agência GOV

 
 
 

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