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New York Times afirma que Bolsonaro seria “escolha triste”


“É um dia triste para a democracia quando a desordem e o desapontamento levam os eleitores à distração e abrem as portas para populistas ofensivos, cruéis e teimosos”, afirma o editoral do New York Times deste domingo (21) sobre uma eventual eleição de Jair Bolsonaro.

O jornal estadunidense é o veículo de notícias com maior prestígio do mundo, com 167 anos de história. O editoral intitulado “A escolha triste do Brasil” fala sobre o histórico de desrespeito pela democracia por parte do candidato do PSL, além de relembrar a situação econômica e política conturbada que o país vive nos últimos anos.

“Jair Bolsonaro é um brasileiro de direita que tem visões repulsivas. Ele disse que se tivesse um filho homossexual, preferiria que ele morresse; que uma colega no Parlamento era muito feia para ser estuprada; que os afro-brasileiros são preguiçosos e gordos; que o aquecimento global equivale a ‘fábulas de estufa’. Ele sente saudades dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos”, diz o texto assinado pelo Painel Editorial.

Relembrando o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e a perseguição judicial que transformou Lula em preso político, o editorial ainda afirma que “as opiniões grosseiras de Bolsonaro são interpretadas como franqueza, sua carreira obscura de congressista como a promessa de um forasteiro que limpará os estábulos e sua promessa de um punho de ferro como esperança de um alívio de uma média recorde de 175 homicídios por dia no ano passado. Cristão evangélico, ele prega uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico, embora confesse apenas uma compreensão superficial da economia”.

Comparando Bolsonaro com Donald Trump, o jornal o define ainda como “o mais recente em uma longa lista de populistas que passaram por uma onda de descontentamento, frustração e desespero para o mais alto cargo em cada um dos seus países”.

O texto fala da ameaça ao meio ambiente representada por Bolsonaro, com sua proposta de retirar o Brasil do Acordo de Paris e sua vontade explícita em permitir e até incentivar o desmatamento da Amazônio para fins econômicos.

O New York Times finaliza o texto destacando que Haddad é professor, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro daEducação. “A escolha deve ser feita pelos brasileiros”, finaliza.

Fonte: APT

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