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Em Curitiba, Lula debate plano de governo ousado com Gleisi e Haddad


Ricardo Stuckert Deputado federal Zé Carlos, senadora Gleisi Hoffmann, coordenador do Plano Lula de Governo, Fernando Haddad, e presidente do PT-RS, Pepe Vargas

A força e a disposição do presidente Lula em enfrentar o processo de perseguição jurídico-midiática que o mantém há 40 dias preso de forma política em Curitiba não deixa de impressionar a todos. Nessa quinta-feira (17), o ex-ministro Fernando Haddad, responsável pela formulação do programa de governo do ex-presidente, e a senadora e presidenta nacional Gleisi Hoffmann estiveram com Lula e reforçaram seu vigor em discutir os principais temas que afligem o Brasil e suas soluções para sair da crise.

“Estou muito impactado com a primeira visita que faço a Lula. Ele está muito bem, eu poderia dizer que é como se estivesse em uma sala do Instituto Lula do ponto de vista de sua capacidade de pensar o país e dirigir o Brasil, de perceber a realidade que o povo está vivendo, a necessidade de mudança nas eleições. Essa usurpação do poder por esse governo precisa ser revertida pelo voto do povo brasileiro”, afirmou Haddad.

“Hoje fomos lá e encontramos o presidente firme, disposto e preocupado com o país. Claro que quer provar sua inocência. Ele disse: estão falando de indulto. Eu não quero indulto. Indulto é para culpado, é um perdão. E eu sou inocente e quero Justiça no meu processo”, ressaltou Gleisi. “Ele está determinado a lutar pelo Brasil. Já governamos o país, já deixamos um legado e Lula está super disposto a enfrentar esse debate”, completou.

Também ao lado do presidente do PT-RS, Pepe Vargas, e do deputado estadual Zé Carlos, a senadora reiterou que o Partido dos Trabalhadores defende a inocência de Lula e não reconhece essa condenação inválida e cheia de vícios, sem provas.

“Lula está muito preocupado com o Brasil. Ele quer que a gente diga ao povo que ele tem condições de governar o país, que já tirou o Brasil de uma situação muito ruim da economia e nos colocou no rumo do desenvolvimento. Resgatou a dignidade do povo e está disposto a fazer de novo. Ele é o candidato de parcela expressiva do povo. Mesmo com 37 dias preso, ele tem o mesmo patamar de votos. O povo teima porque conhece Lula, conhece o seu legado.”

Plano ousado de direitos para todos e todas

Em seu encontro com Gleisi e Haddad, o ex-presidente voltou a manifestar que quer um plano de governo ousado, que quer fazer mais do que já fez antes. “Está desejoso de reverter o quadro em que o Brasil está, em recuperar a autoestima sobretudo das pessoas mais pobres, as que mais tem passado necessidades. Ele viu as notícias sobre o preço do gás, da gasolina, do mercado, e não está confirmado com a venda do patrimônio público como está acontecendo hoje”, relatou Haddad.

À certeza de sua inocência, soma-se a de que um terceiro mandato pode fazer ainda mais por aqueles que mais precisam. “Eu discuti o plano de governo, a situação crítica que o país vive, e a determinação de Lula de fazer um terceiro governo ainda melhor do que os outros primeiros. Saio muito animado com as diretrizes e convicto de que estamos do lado de uma pessoa muito incomum, uma pessoa incrível e capaz de colaborar com os destinos do país”, completou.

Lula está disposto, animado, fazendo uma hora e meia de esteira por dia e cuidando da saúde. Pediu que fosse dito que não tem como agradecer a solidariedade de todos que estão em Curitiba, que mandam cartas, que mandam energias positivas.

“Não vamos deixar que uma prisão injusta seja naturalizada. Não é correto, não é certo, porque ele é inocente”, reforçou a senadora, saudando os bravos homens e mulheres que mantém-se em vigília nas imediações do prédio da Superintendência da Polícia Federal onde o ex-presidente é mantido como preso político.

A senadora lembrou da importância de combater a campanha de desinformação que tenta propagar a ideia de que Lula não poderá registrar sua candidatura, e que mesmo nas últimas eleições 145 prefeitos concorreram em situação similar. “Lula está com direitos políticos preservados. Ele pode concorrer e estar no processo eleitoral. É candidatíssimo e é o candidato do PT!”

“Vão tentar de todas as formas não deixar que ele seja candidato para que o povo não exerça seus direitos de votar. Vamos defender a candidatura de Lula! Vamos falar da legalidade! Vamos falar com o povo! As pessoas estão sedentas por informação e querem saber do Lula, querem saber do que o presidente pode fazer por elas.”

Incentivo ao diálogo para a reconstrução do Brasil

Segundo Haddad, o ex-presidente apoia a ideia de que ideias bem implementadas em governos progressistas pelos estados sejam incorporadas ao projeto nacional. “Ele incentivou isso vivamente. Lula é o primeiro a estabelecer o diálogo. Ele liderou a vida inteira, e o diálogo é do interesse dele, é do interesse que partidos progressistas que se opõem ao governo Temer mantenham o diálogo independentemente de terem ou não candidato próprio. O diálogo tem que ser mantido.”

Questionados por jornalistas, Gleisi e Haddad lembraram que o PT integra uma frente suprapartidária de partidos progressistas que já lançou documento com propostas que os unem. “Agora, queremos tirar propostas para o Legislativo porque, mais que eleger um presidente, nós queremos eleger uma bancada progressista. Nós temos que trabalhar com questões tributárias, com a Reforma Política”, explicou a presidenta nacional do Partido.

“Nós estamos convictos das teses que Lula encarna tanto em relação ao futuro do país como do registro de sua candidatura. Não há dissidência em relação a isso”, resumiu Haddad.

Fonte: Agência PT de Notícias

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