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STF manda arquivar pedido de investigação de Dilma Rousseff por Pasadena


Ministro Teori: insinuações de Delcídio do Amaral não se sustentam

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que determinou o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de seu mandato parlamentar assinou, nessa quarta-feira (04), o arquivamento de uma petição com acusações à presidenta Dilma Rousseff. Dilma era acusada de envolvimento por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Teori Zavascki aceitou o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que analisou o mérito das acusações contra Dilma.

O nome da presidenta constava da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), cujo mandato também está sob ameaça - a Comissão de Constituição e Justiça vota, nesta manhã, o pedido de cassação do mandato do parlamentar.

Em seu depoimento, Delcídio não implicou Dilma diretamente. Disse apenas não acreditar que a compra da refinaria não poderia ter ocorrido sem o conhecimento da presidenta que, na época, presidia o conselho pelo conselho de administração da Petrobras.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot argumentou que a presidenta não pode ser investigada por fatos estranhos a seu mandato. A compra de Pasadena se deu em 2006. Dilma assumiu seu primeiro mandato em 2011.

Em março do ano passado, Teori Zavascki já havia rejeitado investigar o caso, também a pedido de Janot, a partir da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Apesar do arquivamento, Janot pediu a abertura de inquérito contra a presidenta sob a suspeita de tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato, também a partir da delação do senador Delcídio.

Fonte: PT no Senado por Giselle Chassot, com agências de noticias

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