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Pesquisadoras brasileiras conquistam prêmios internacionais


Thaisa Storchi Bergmann e Carolina Andrade foram agraciadas, respectivamente, com o prêmio Prêmio L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência e International Rising Talents

As contribuições do trabalho científico de duas pesquisadoras brasileiras foram reconhecidas internacionalmente com a conquista do L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência e International Rising Talents.

As conquistas da astrofísica Thaisa Storchi Bergmann e da famacêutica Carolina Horta Andrade foram lembradas pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, em artigo publicado nesse domingo (8) para parabenizar o público feminino pelo Dia Internacional da Mulher.

Thaisa Bergmann foi a vencedora do Prêmio L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência, para a região da América Latina e Caribe, na edição de 2015.

A homenagem tem como objetivo valorizar a posição das mulheres na ciência por meio do reconhecimento de notáveis pesquisadoras, cujo trabalho contribui para o progresso científico.

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS), Thaisa foi a primeira cientista a detectar a presença de um disco de acreção em torno de um buraco negro no centro de uma galáxia inativa.

A pesquisadora concluiu a graduação e o doutorado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o mestrado na mesma área pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Com pós-doutorado na Universidade de Maryland e no Instituto do Telescópio Espacial, além de estágio sênior no Instituto de Tecnologia de Rochester, nos Estados Unidos, a astrofísica é atualmente professora associada do Instituto de Física da UFRGS, onde é chefe do Departamento de Astronomia e do Grupo de Pesquisa em Astrofísica.

"Sinto-me muito honrada pelo prêmio, que significa o reconhecimento do meu trabalho. Quero ser capaz de contribuir para a melhor compreensão do nosso universo, e estou muito feliz por tudo isso", afirmou a Thaisa.

Premiação

O júri internacional alterna a cada ano entre as categorias Ciências da Vida e Ciências dos Materiais e seleciona uma vencedora de cada uma das cinco regiões: África e Oriente Médio; Ásia-Pacífico; Europa; América Latina e Caribe; e América do Norte. As laureadas recebem um prêmio no valor de US$ 100 mil.

O Prêmio L'Oréal-Unesco Para Mulheres na Ciência já reconheceu 82 cientistas de todo o mundo, incluindo cinco membros da ABC, além de Thaisa Bergmann: Beatriz Barbuy, Belita Koiller, Lucia Previato, Marcia Barbosa e Mayana Zatz.

Além de seu Prêmio anual, a parceria L'Oréal-Unesco criou nesta edição o programa International Rising Talents com o objetivo de acelerar o avanço de 15 jovens mulheres na ciência em todo o planeta.

Esses talentos foram escolhidos entre mais de 230 bolsas de estudo concedidas a cada ano nas edições regionais do programa, em todo o mundo, incluindo o Brasil.

Pesquisa em saúde

A jovem cientista Carolina Horta Andrade foi reconhecida por sua descoberta de um medicamento multifuncional para tratamento da Leishmaniose, que afeta cerca de 12 milhões de pessoas em todo o mundo. Thaisa e Carolina serão homenageadas no dia 18 de março, em cerimônia que acontecerá na Sobornne, em Paris.

Carolina Andrade possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutorado em Fármacos e Medicamentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), com estágio de doutorado-sanduíche em Química Medicinal e Computacional na University of New Mexico, nos Estados Unidos.

Atualmente, ela é professora adjunta da Faculdade de Farmácia da UFG e líder do grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) do Laboratório de Planejamento de Fármacos e Modelagem Molecular.

Em 2014, a pesquisadora e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) também foi uma das sete vencedoras da edição nacional do Prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela L'Oréal, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e pela ABC.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação

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