Wadih Damous ganha liminar e visitará Lula na condição de advogado

18-May-2018

O deputado  Wadih Damous (PT-RJ) obteve nessa quinta-feira (17) liminar para advogar para o ex-presidente Lula e, assim, poder visitá-lo. A decisão foi expedida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). Damous presidiu da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro.

Em vídeo publicado na sua página no Facebook, o deputado disse que tinha algumas críticas pontuais ao despacho do TRF-4, mas considera mais importante a garantia do exercício da sua profissão. “O que interessa é que poderei, finalmente, na minha condição de advogado, estar com o presidente Lula”, ressaltou.

Damous revelou estar ansioso para encontrar o ex-presidente e contou tem muitas cartas para entregar a ele. “Quero marcar o mais rápido possível a ida a Curitiba. Tenho carta a beça para levar para ele e prestar-lhe assistência profissional que ele me deferiu, me outorgando a procuração que havia sido desconsiderada pela juíza Carolina Lebbos”, declarou o deputado fluminense.

Em comum acordo com Lula e sua defesa, o parlamentar havia solicitado a prerrogativa de visitar o principal preso político da operação Lava Jato na condição de seu advogado, mas o pedido foi negado pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Curitiba, a mesma magistrada que negou uma série de pedidos de visita de amigos ao ex-presidente, inclusive do ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz de 1980 e principal articulador internacional para que Lula receba a honraria.

Estado de exceção –  Wadih Damous, entretanto, reafirmou a opinião de que o Brasil vive um Estado de exceção “operado essencialmente” pelo sistema de Justiça. “Não nos iludamos com essa decisão. Essa é a dialética do Estado de exceção. O meu caso era tão patentemente legal que mesmo no âmbito do Estado de exceção, num determinado momento esse ato da juíza teria que ser revisto, como aconteceu várias vezes na época da ditadura”, avalia.

No vídeo, Damous agradeceu à OAB-PR, “que nunca negou assistência e de imediato tomou as providências cabíveis para reestabelecer as prerrogativas profissionais da advocacia” às quais ele faz jus, bem como ao Conselho Federal da OAB e à OAB-RJ.

 

Fonte: Agência PT

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