Viana: desmontado o golpe, País pede diálogo para resolver seus problemas

16-Oct-2015

Não existe a possibilidade de o governo ou o PT fazerem um acordo para salvar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atolado em denúncias de corrução e flagrado como dono de contas bancárias secretas na Suíça. É o que afirma o senador Jorge Viana (PT-AC). Em pronunciamento ao plenário, nesta quinta-feira (15), Viana manifestou a expectativa de que a derrota da manobra armada por Cunha e a oposição naquela Casa para conduzir um impeachment da presidenta Dilma aponte para a superação das turbulências políticas que alimentam a crise econômica.

 

Viana salientou que quando os semeadores de crise miraram no PT e o Governo Federal, acabaram por e atingir o Brasil como um todo. O impasse político criado pela tentativa de criar as bases para apear a presidenta Dilma do mandato legítimo conquistado nas urnas está cobrando um preço alto da economia e dos trabalhadores brasileiros. “Até poucos meses atrás o Brasil estava numa situação bastante melhor. Como é que um País piora tanto em poucos meses? Não é por conta da questão econômica só”, afirmou o senador.

 

Ele avalia que o desmascaramento do “rito para o impeachment” concebido por Cunha, tucanos e companhia pelo Supremo Tribunal Federal — que “deu uma martelada” no esquema, na definição do senador para as decisões do STF, na última terça-feira (13) — pode criar um ambiente propício ao diálogo, onde o debate verdadeiro, sincero possa substituir as tentativas de desrespeitar a Constituição ou tentar uma eleição fora de época.

 

“Essa semana foi decisiva”, avaliou Viana. Até porque o Brasil não está sob regime parlamentarista, onde crises derrubam governos. “No regime presidencialista, não cabe golpe do parlamento”.

 

FHC pedalou
Viana foi aparteado pelo líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB), que insistiu na tese do “crime de responsabilidade” para embasar um pedido de impeachment da presidenta Dilma, de acordo com a recomendação do Tribunal de Contas da União pela rejeição das contas do Executivo. Segundo o líder tucano, o problema já não são mais as chamadas “pedaladas fiscais”— tão alardeadas pela oposição para justificar a rejeição das contas —, mas uma suposta suplementação orçamentária feita pela presidenta sem autorização do Legislativo.

 

Um ato de falho de Cunha Lima, porém, acabou ganhando mais destaque do que os argumentos que ele pretendia contrapor aos de Jorge Viana. Do nada, o tucano disparou a frase “Fernando Henrique fez pedaladas, mas não fez a suplementação”. Viana ironizou: “Isso vai dar manchete: ‘Líder do PSDB diz que Fernando Henrique fez pedaladas fiscais."

 

Fonte e foto: PT no Senado

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