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Especial: Exposição Virtual Olhares Sobre A Amazônia


Exposição homenageia Dia da Amazônia (5/9) © WWF-Brasil

Por WWFBrasil - Nesse 5 de setembro, Dia da Amazônia, o WWF-Brasil homenageia este importante bioma com uma exposição virtual trazendo diferentes olhares sobre a região. Os participantes são: Auá Mendes (@mendesaua); Araquém Alcântara (@araquemoficial); Marcela Bonfim (@bonfim_marcela) e Sebá Tapajós (@sebatapajos) - quatro artistas que nasceram, moram ou usam a Amazônia como inspiração para seus trabalhos, cada um de uma perspectiva diferente. Clique aqui para visitar


Ao todo, são 16 obras que ficarão 15 das no ar e contam um pouco da Amazônia, das pessoas, animais e plantas que moram nela. A curadoria é de Street River Amazônia @striveramazonia e Tânia Sciacco @taniasciacco, que ofereceu seu espaço virtual Sciacco Studio @sciaccostudio para organizar a exposição.

“São quatro olhares sobre a Amazônia, quatro olhares amazônidas”, comentam os curadores da exposição. De acordo com eles, o trabalho que estes artistas desenvolvem pelo bioma já os torna dignos de serem chamados “amazônidas”, termo normalmente utilizado a quem nasceu ou mora na região.


Segundo Tânia, o segmento da Arte e Cultura, um dos mais afetados nesta quarentena, tem feito a criatividade crescer, dentro das limitações impostas. Assim, pinturas, esculturas e fotografias foram convertidas em objetos 3D, para que a apreciação da arte seja mais próxima da experiência pessoal, como se estivéssemos dentro da galeria, dentro do museu.


“A tecnologia atual permite que artistas e galerias possam montar suas exposições digitalmente, disponibilizando em um endereço virtual acessível no mundo todo, ao contrário de uma galeria física. Essa visita é diferente de uma galeria de fotos. É uma experiência mais profunda. As obras dialogam uma com as outras, a curadoria aparece no posicionamento de cada peça, nos tamanhos escolhidos, nos textos que amplificam a interpretação visual”, comenta Tânia, acreditando que mesmo após a reabertura para visitas presenciais as exposições virtuais continuarão fortes, ampliando o alcance e as possibilidades da arte no mundo.


Veja abaixo um pouco sobre cada artista:


Auá Mendes (@mendesaua)

Artista Indígena Transvestigênere Manauara do Amazonas, formada em Tecnologia em Design Gráfico pela Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO atualmente é Mestranda Profissional em design pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM. Designer gráfica, ilustradora, grafiteira, performer, maquiadora artística e fotógrafa experimental, segue em falar, mas não apenas com a boca, falar de diversas maneiras, por meio de suportes dimensionais ou tridimensionais, analógicos, digitais.


Tem como posicionamento a retomada do seu espaço de fala que é massacrado pela cisnormatividadepadrãobranca existente. Utiliza suas obras como ferramenta de fala e política, do corpo marginalizado preto, indígena e transvestigênere. As obras cedidas para a exposição fazem parte da série INDÍGENATRANSFUTURISMO, de 2020. Partindo do entendimento do Movimento Nortista NeoReoginal, criado em vista do entendimento da importância da decolonização de corpas indígenas e negras, essa série desenvolve pensamentos e ideias sobre o espaço de retomada de corpas indígenas. “Tal série é resultado de vivências e histórias sobre meu corpo e outra corpas indígenas”, diz ela.



Araquém Alcântara (@araquemoficial)

Hoje com 68 anos, Araquém é apontado pelos críticos como um dos precursores da fotografia de natureza no Brasil e um dos mais importantes fotógrafos em atuação no país. Desde 1970, dedica-se integralmente à documentação e proteção da natureza brasileira. Seu trabalho, de notoriedade internacional, tornou-se hoje uma referência nacional e fonte de inspiração para os novos fotógrafos.


É o primeiro fotógrafo a documentar todos os parques nacionais do Brasil e a produzir uma edição especial de colaborador para a National Geographic Society, (Bichos do Brasil). É também o primeiro fotógrafo a realizar um ensaio sistemático sobre os ecossistemas e as unidades de conservação do país, trabalho que só finalizou após vinte e dois anos de incessantes expedições pelo sertão do Brasil. Em 2020, Araquém Alcântara completa 50 anos de dedicação profunda ao Brasil e à fotografia.


Marcela Bonfim (@bonfim_marcela)

Economista, Marcela Bonfim, era outra até os 27 anos. Na capital paulista, acreditava no discurso da meritocracia. Já em Rondônia; adquiriu uma câmera fotográfica e no lugar das ideias deu espaço a imagens e contextos de uma Amazônia afastada das mentes de fora; mas latentes às vias de dentro.


As lentes foram além; captando da diversidade e das inúmeras presenças negras; potências e sentidos antes desconhecidos a seu próprio corpo recém-enegrecido. Em seu trabalho ela aborda a questão: quanto tempo demora, o negro, para se firmar nesse mundo (in)visível? Para saber mais sobre o trabalho de Marcela Bomfim: www.amazonianegra.com.br



Sebá Tapajós (@sebatapajos)

Filho do consagrado violonista Sebastião Tapajós, o artista é o idealizador do Street River, a primeira Galeria Fluvial do Mundo com reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O artista criou o projeto em 2015, quando pintou cinco casas de ribeirinhos moradores da Ilha do Combu.


Por meio do projeto, Sebá carrega o legado de dar voz aos povos ribeirinhos e utiliza a arte como meio de transformação da realidade de comunidades tradicionais.  Segundo ele, o Street River Amazônia é um tratado de responsabilidade social com os povos ribeirinhos. Para mais informações sobre o projeto, acesse: http://institutostreetriver.eco.br/