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Bolsonaro é responsável por motins como o de policiais do CE, diz Gleisi


Foto: Reprodução

O Brasil vive dias sombrios nesse início de 2020. Em um curto espaço de tempo, o país assiste um motim de policiais militares do Ceará atentar contra a vida do senador Cid Gomes (PDT), a divulgação na internet de um falso vídeo do corpo do miliciano morto na Bahia, mais um episódio da perseguição de Sérgio Moro a Lula, agressões misóginas à jornalista Patrícia Campos Mello e o general Augusto Heleno insuflar ataques ao Congresso Nacional. Todos esses acontecimentos envolvem diretamente ou indiretamente Jair Bolsonaro, aponta a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, nesta sexta-feira (21).

“Bolsonaro tem que se explicar direitinho e se portar como um presidente da República. Está nas mãos dele o que vai acontecer no Ceará. A forma como ele vai se comportar, como seus filhos vão se comportar e como ele vai falar daqui para a frente sobre o motim. Não é possível que o presidente receba no Palácio do Planalto o deputado estadual do Ceará, que está apoiando o movimento, para conversar. Que assessores da ministra Damares [Alves] estejam envolvidos. Isso é muito grave. É uma ação política deliberada para causar essa situação?”, questionou a presidenta, que também cobrou responsabilidade das Forças Armadas brasileiras:

“O que nos preocupa é justamente a posição do Governo Federal e do presidente da República. Eu espero sinceramente que o Exército tenha muita responsabilidade com o país, com o estado e com a vida das pessoas no Ceará. As Forças Armadas são instituições muito fortes do nosso país. Esperamos que tenham responsabilidade de atuar como uma instituição sem orientação política. Porque quanto ao presidente, não podemos esperar muita coisa. A irresponsabilidade dele é muito grande. As declarações [de Bolsonaro] são assustadoras, por exemplo, ao dizer que os amotinados utilizaram a legítima defesa quando atiraram no senador Cid Gomes”.

Solidariedade e resposta contundente

Durante sua fala, a presidenta do PT também fez questão de prestar a solidariedade do partido a Cid, ao governador do Ceará, Camilo Santana (PT) e ao povo cearense e disse que os policiais amotinados desrespeitam os outros que são trabalhadores. “O governador Camilo está tomando todas as medidas necessárias e possíveis que devem ser tomadas em um momento como esse. Está buscando apoio institucional do Governo Federal, apoio das Forças de Segurança Nacional para poder colocar a situação em ordem, debelar esse motim e levar segurança a população”, destaca a presidenta que também questiona quais são as intenções do grupo que atacou o senador:

“A situação do Ceará é muito delicada. O que nós temos lá não é uma greve de trabalhadores organizada para reivindicar seus direitos. O que nós temos lá são pessoas amotinadas, encapuçadas, depredando patrimônio público, tomando quartéis, levando terror nas ruas das cidades e foram capaz de atirar em um senador da República ou qualquer pessoas que ousasse enfrentá-los. Um policial não se comporta assim. Quem quer lutar pelos seus direitos não usa capuz. Não é possível que um senador sofra um atentado como esse e não tenhamos um posicionamento firme das instituições brasileiras. Do Congresso Nacional e do próprio STF”.

Bolsonaro e o apoio a milícias

A presidenta do PT destacou também a ligação da família Bolsonaro com milicianos e levantou uma suspeita sobre o apoio dado por Jair ao grupo de policiais amotinados nos quartéis do Ceará. Segundo Gleisi, não parece ser uma coincidência de que todos esses graves acontecimentos dos últimos dias tenham ocorrido em estados do Nordeste, que são governados por partidos de oposição à Bolsonaro. “Eu não tenho dúvidas de que esse movimento pode se espalhar para outros estados e que tem uma intervenção política. É interessante isso começar exatamente no Nordeste brasileiro. Tivemos agora a polícia da Paraíba falando em fazer greve. Tivemos a tentativa de envolver outro governo do Nordeste, que foi o da Bahia, com a operação comandada pela polícia do RJ na morte do Adriano [Nóbrega]”, aponta Gleisi que prossegue:

“O Camilo disse para os policias desocuparem os quartéis, que suspenderia a notificação dos policiais envolvidos nos motins e reabriria as negociações. Isso foi levado aos policias que estão em motim e não foi aceito. Então, o que elas querem? Criar uma situação de conflito? Quem está por trás disso? Será que tem milicias por trás disso, é um movimento nacional? É um movimento para desestabilizar os governos do Nordeste, para desestabilizar as polícias e governadores e é focado justamente nos governadores do PT ou do bloco progressista? Ficamos muito preocupados com essa situação”, questiona Gleisi.

Fonte: Agência PT de Notícias

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