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Cidades da Europa vão testar aplicativo para estimular circulação a pé


Foto - créditos: Ardina News

A partir do ano que vem as pessoas que circularem pelas cidades do Porto (Portugal) e Bolonha (Itália) vão poder escolher os melhores caminhos a pé, com a ajuda de um aplicativo para celular. As duas cidades associaram-se a um projeto internacional liderado pelo Centro de Território, Ambiente e Construção da Universidade do Minho (CTAC), o 'Smart Pedestrian Net - Smart Cities are Walkable', que pretende estimular o deslocamento peatonal por meio do compartilhamento de informações sobre percursos mais seguros, mais ou menos verdes etc.

O objetivo é criar um modelo capaz de avaliar e otimizar as condições para se andar a pé nas cidades europeias. Além dos portugueses da Universidade do Minho, o projeto conta com a pareceria da Universidade de Bolonha, Universidade Europeia de Chipre e Associação para o Desenvolvimento Sustentável e Inovador em Economia, Ambiente e Sociedade, da Áustria.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12), a Universidade do Minho lembra que as cidades "enfrentam crescentes desafios de mobilidade devido à forte dependência dos automóveis", e chama a atenção para o fato de que "o tráfego motorizado é uma importante fonte de poluição atmosférica e sonora nas cidades" - na União Europeia ele representa 40% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) e até 70% dos outros poluentes.

O projeto

Num primeiro momento, cerca de 180 indicadores foram reunidos pela equipe do projeto 'Smart Pedestrian Net - Smart Cities are Walkable' para ajudar a determinar as características dos percursos determinados. Agrupados num conjunto mais restrito de dimensões, estes indicadores possibilitam ao pedestre definir o tipo de rota que pretende fazer – seguir por espaços verdes, por áreas comerciais, por zonas com menor declive etc. Por sua vez, os próprios pedestres deverão contribuir para o projeto com suas avaliações e críticas, que influenciarão os comportamentos de outros “usuários” do espaço urbano.

Segundo o pesquisador Rui Ramos, do CTAC, esta informação gerada pelos pedestres poderá ser usada pelos gestores das cidades escolhidas pelo projeto para fazer intervenções que melhorem os problemas apontados pelos usuários do app. Este é o lado inteligente do projeto, destaca Ramos: não apenas oferecer sugestões de trajetos, mas poder servir a um objetivo mais amplo, de reorientar o espaço urbano para a circulação a pé.

Nas duas cidades-piloto - Porto e Bolonha - será incluída também no projeto a realização de um questionário, para uma primeira avaliação das condições oferecidas por estes espaços aos peões e a investigação dos custos e benefícios da promoção do modo peatonal, entre outras questões. A pesquisa foi aprovada pela Cofund Smart Urban Futures, no âmbito da Joint Programming Initiative Urban Europe, um programa lançado pela Comissão Europeia, e conta com financiamento de cerca de um milhão de euros até 2020.

Fonte: Mobilize - *Editado e adaptado por Regina Rocha/Mobilize

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