top of page
Buscar

Luiz Castro alerta para a poluição de igarapés como risco à saúde pública


Questões que envolvem a situação dos rios, dos igarapés e a utilização da água no Estado, foram debatidas nesta segunda-feira (5) no Seminário de Gestão dos Recursos Hídricos do Amazonas, realizado pelo Observatório da Região Metropolitana de Manaus, com o apoio da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Luiz Castro (Rede).

Falando na abertura do Evento, o deputado Luiz Castro pontuou os desafios da gestão dos recursos hídricos e o enfrentamento da poluição dos igarapés de Manaus, que representa grave risco à saúde pública. Ele citou o caso específico do igarapé do Mindú, que corta a cidade, passando por vários bairros da capital.

“A situação do Mindú é preocupante, devido à contaminação das águas pelo despejo de coliformes fecais e de lixo hospitalar, provocando a proliferação de bactérias ultra-resistentes, que representam perigo à população manauara”, alertou o deputado, tomando como base um estudo da Fiocruz Amazônia.

De acordo com Luiz Castro, o descaso do Poder Público com os igarapés da cidade, demonstra que não há interesse na gestão dos recursos hídricos, visando a sua preservação. “No entanto, a população paga uma taxa de esgoto muito alta, para uma cidade que possui uma rede mínima de tratamento de esgoto”, criticou.

O deputado destacou ainda que, enquanto os igarapés permanecem poluídos, a Prefeitura de Manaus gasta R$ 6 milhões para cada retirada de lixo das águas, sem promover um programa de educação ambiental que contribua para mudar os hábitos das pessoas que vivem às margens dos cursos d´água.

Luiz Castro chamou a atenção também para a degradação ambiental da bacia do Tarumã, como responsabilidade da população e do Poder Público, que precisam despertar para a gravidade do problema. “Culturalmente, estão anestesiados em relação a essa questão da água, que é vital para todos”, ressaltou.

Pela parte da manhã, o seminário contou também com exposições apresentadas pelo professor doutor Naziazeno Filizola, da Ufam, que traçou um panorama dos fatores que afetam os rios da região; da assessora técnica da Fieam, Renée Veiga, que falou sobre a perspectiva dos usuários de água do setor industrial.

As exposições foram mediadas pelo jornalista Sérgio Miranda, que preside o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA).

O evento prosseguiu até o final da tarde, com o compromisso de elaborar uma carta para o fortalecimento da gestão hídrica no Estado do Amazonas, que será apresentada no Fórum Mundial da Água, em Brasília, de 18 a 23 de março.

Fonte: Aleam

#RecursosHídricos

bottom of page