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Sindicatos alemães cobram respeito aos direitos de Lula


O “processo sem garantias legais” e sem o amparo de provas movido contra Luiz Inácio Lula da Silva é acompanhado “com preocupação” por duas das principais entidades sindicais da Alemanha. Os presidentes do IG Metall, um dos maiores sindicatos de metalúrgicos do mundo, e do Ver.di, representação dos trabalhadores do setor de serviços, cobraram das autoridades brasileiras um tratamento justo para Lula e questionaram a caçada judicial ao ex-presidente como “escancaradamente política”.

Frank Bsirske, presidente do Ver.di, lembrou que o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal são alicerces da ordem democrática, conforme convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. “Apesar disso, o Estado brasileiro continua violando esses direitos humanos básicos ao promover uma investigação criminal flagrantemente política contra Lula para impedi-lo de disputar as próximas eleições”. Para o sindicalista, o desrespeito aos direitos do ex-presidente causará danos irreparáveis à democracia no Brasil.

O desrespeito ao direito de Lula a um julgamento justo causará danos irreparáveis à democracia no Brasil

Frank Bsirske, presidente do Ver.di

A carta de Bsirske foi endereçada a Michel Temer, com cópia para o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), a presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e aos três desembargadores que julgaram o ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Também em carta endereçada à Presidência da República, no dia 22 de janeiro, o presidente do IG Metall, Jörg Hofmann, afirma que o processo contra Lula “carece de garantias legais, uma vez que até o momento não foi apresentada qualquer prova determinante das acusações imputadas a Lula”. Ele cobrou de Temer que “tomasse as medidas ao seu alcance para que fosse promovido um julgamento justo e com todas as garantias democráticas”.

Veja a íntegra das cartas (no original e traduzidas) na página do PT Nacional

#Sindicatosalemães