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Dilma: Esse golpe também é contra os trabalhadores


A presidenta Dilma Rousseff (PT), em discurso no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, neste 1º de maio em que se comemora o Dia do Trabalhador, reafirmou estar sendo vítima de um golpe. A presidenta afirmou que os golpistas rasgam a Constituição do país e que golpe não atenta só contra a democracia, mas também contra os direitos do trabalhador.

“Se praticam contra mim, o que irão praticar contra os trabalhadores? E se golpe não é só contra a democracia e meu mandato. Ele também é contra as conquistas dos trabalhadores”, afirmou.

Dilma ainda ressaltou que vai resistir ao golpe e que lutou a vida inteira. “É verdade que eu fiquei presa durante três anos, é verdade que eu lutei e resisti à ditadura”, afirmou ela. “A luta agora é muito mais ampla, é uma luta que nós vamos levar em favor de todas as conquistas democráticas da luta contra a ditadura e de todos os ganhos que nós tivemos nos últimos anos com o governo do Lula e do meu, é sobre isso que se trata defender um projeto”.

A presidenta explicou que esse não é um golpe militar, feito a partir do uso da força. “Não é um golpe militar como nós conhecemos no passado. É um golpe especial”, discursou. “Como eles perderam essas eleições, eles se alinharam com traidores para sob a cobertura do impeachment fazerem uma eleição indireta”, ressaltou.

Presidenta Dilma faz discurso em ato em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência PT

A presidenta lembrou que não possui conta no exterior, nunca recebeu propina ou foi acusada de corrupção e que, por isso, golpistas querem inventar um crime que nunca existiu.

Para Dilma, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi o principal agente na história para desestabilizar ao seu governo. Dilma recordou que, no ano passado, o Congresso comandado por Cunha trabalhou contra o Brasil ao não aceitar propostas essenciais para a estabilização econômica do país com o único intuito de prejudicar o seu governo.

“Eles são responsáveis pelo fato da economia brasileira estar passando por grave crise e pelo aumento do desemprego”, disse ela.

“[Cunha e seus aliados] apostaram sempre contra o povo brasileiro. Ele queria que o governo convencesse seus deputados a votar contra sua cassação. Daí vem o impeachment. É mais do que uma chantagem. É desvio de poder”, reafirmou.

Perdas de direitos

A presidenta elencou todos os retrocessos previstos em um eventual governo de Michel Temer (PMDB), caso o golpe se concretize. “A CLT vai virar letra morta”, lembrou ela. Além disso, a presidenta lembrou que Temer pretende cortar recursos do Bolsa Família e que os maiores prejudicados serão as crianças. “Querem deixar só para os 5% mais pobres. E esses 5% mais pobres são 10 milhões de pessoas. Hoje, 47 milhões recebem o benefício. Serão 36 milhões entregues à livre força do mercado para se virar”, explicou.

Outro retrocesso pretendido por Temer é a privatização de empresas estatais. E Dilma lembrou que o pré-sal será o primeiro alvo dessa política. Dilma também lembrou que Temer é contrário à política de valorização do salário mínimo permitida a partir do governo do ex-presidente Lula. “Querem acabar também com o reajuste dos aposentados”, ressaltou.

“Além disso, há algo extremamente grave porque nós somos um País que ainda tem muito o que fazer, apesar de todas as conquistas, na área de educação e da saúde, eles querem acabar com a obrigatoriedade do gasto com saúde e educação”, advertiu Dilma.

A presidenta ainda frisou que o governo do golpe pode mexer em conquistas sociais e programas como o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida. “E aí sempre que vocês virem uma palavra que às vezes é “vamos focar”, “vamos revistar”, “vamos reolhar” certas políticas sociais, significa “vamos acabar com elas”. Eles estão falando do Pronatec, do Minha Casa, Minha Vida, e temos uma situação em que os programas sociais são olhados como responsáveis pelo desequilíbrio do País”, afirmou a presidenta.

Avanços no governo Dilma

Ao mesmo tempo, a presidenta lembrou que seu governo acaba de garantir um reajuste no Bolsa Família, que vai resultar em um aumento médio de 9% para as famílias. “Esta proposta foi aprovada pelo Congresso e diante do quadro atual tomamos medidas que garantem o aumento na receita deste ano e dos próximos para viabilizar este aumento.

Tudo isso sem comprometer o quadro fiscal”, garantiu.

Em seguida, Dilma divulgou a medida que altera a tabela do Imposto de Renda.

“Estamos propondo uma correção no Imposto de Renda, uma correção de 5%”,disse.

Dilma afirmou que seu governo vai contratar 25 mil moradias pelo Minha Casa, Minha Vida e também está propondo a ampliação da liçença maternidade para os funcionário públicos, de 20 dias.

Fonte: Agência PT de Notícias

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