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Sem redução da pobreza, não será possível vencer o combate à mudança do clima, diz Dilma na ONU


Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira (22), em discurso na cerimônia de assinatura do Acordo Paris, em Nova York, o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, no entanto, a presidenta enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável.

“Meu Governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis de nosso país. Essa preocupação deve ser compartilhada por todos nós. Sem a redução da pobreza e da desigualdade, não será possível vencer o combate à mudança do clima. E esse combate tampouco pode ser feito à custa dos que menos têm e menos podem.”

O Acordo de Paris entrará em vigor em 2020 e foi aprovado em dezembro do ano passado, durante plenária da 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), na França. O texto prevê limitar o crescimento da emissão de gases de efeito estufa e a criação de um fundo global de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para frear o aquecimento global.

Dilma também assumiu o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia e ampliar para 45% a participação de fontes renováveis na matriz energética do Brasil até 2030.

“Nosso desafio é restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e outros 15 milhões de hectares de pastagens degradadas. Promoveremos também a integração de cinco milhões de hectares na relação lavoura-pecuária e florestas.”

Ao reiterar o compromisso do Brasil com os objetivos do Acordo de Paris, a presidenta assegurou que está ciente de que firmá-lo representa apenas o começo.

“O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador: transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos. Realizar os compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades, rumo a uma vida e a uma economia menos dependentes de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente.”

Fonte:Blog do Planalto

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