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Balanço positivo de ações marca o 2015 da FAB


Força Aérea Brasileira faz balanço positivo de ações em 2015

A Força Aérea Brasileira (FAB) fez um balanço positivo de suas ações durante o ano de 2015. O primeiro mês do ano teve ainda uma notícia fundamental para o futuro da aviação de caça no Brasil: os Capitães Gustavo Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas realizaram, na Suécia, seus primeiros voos sozinhos na cabine de caças Gripen.

Fevereiro começou com outra notícia histórica. No dia 03, voou pela primeira vez o protótipo do KC-390, futuro avião de transporte e de reabastecimento em voo da FAB. Com 35,20 metros de comprimento e capacidade para transportar até 23 toneladas de carga, o KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil. Mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto, que conta ainda com a colaboração de Argentina, Portugal e República Tcheca.

Na Amazônia, a partir da Base Aérea de Belém, um helicóptero H-36 Caracal deixou sua marca no mês de fevereiro. Pela primeira vez, foi realizado um exercício com a utilização de óculos de visão noturna (NVG) para resgate sobre a água durante a noite. Assim, a unidade se tornou capaz de realizar atividades de salvamento em qualquer período do dia ou da noite. Já em uma ação real, um avião P-3AM localizou uma embarcação a 810 km da costa. O único ocupante foi resgatado com vida.

Em março, Florianópolis (SC) recebeu o maior exercício de busca e salvamento da América Latina, a Operação Carranca IV. Aeronaves da FAB também participaram da Operação Amazônia Azul, realizada pela Marinha do Brasil.

Já em Norfolk, nos Estados Unidos, o Tenente Cesar Wagner Montenegro Cima, médico da Base Aérea de Fortaleza, se juntou à Marinha dos Estados Unidos para cumprir missões humanitárias em 11 países da América Central. Na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), a frota de caças A-1 modernizados completou mil horas de voo.

Em abril, o combate ao incêndio de grandes proporções que atingiu a região portuária de Santos (SP) recebeu o apoio da FAB: foram mais de 15 toneladas de material transportado para o local.

A solidariedade também se fez presente neste mês. Um helicóptero H-60 Black Hawk e um avião C-98 Caravan foram utilizados para transportar mais de três toneladas de mantimentos para comunidades indígenas em Roraima.

O mês de maio foi marcado por ações cívico-sociais, em que a FAB prestou atendimento médico e odontológico à população na região Norte. Cerca de 1,2 mil pessoas foram

beneficiadas pela Ação Cívico-Social (ACISO) realizada em Manacapuru (AM).

Na Serra do Cachimbo, sul do Pará, os Esquadrões Falcão (1°/8°GAV) e Harpia (7°/8°GAV) empregaram seus helicópteros H-36 Caracal e H-60 Black Hawk em treinamentos de busca e salvamento em combate (C-SAR), inclusive no período noturno.

No dia 5 de junho, voltaram ao Brasil os membros do oitavo pelotão da Força Aérea Brasileira em missão enviada ao Haiti. O mês de julho foi destaque pela nona edição da Operação Ágata, com combate a crimes na região de fronteira com a Bolívia e o Paraguai.

Na fronteira norte, a FAB realizou duas grandes atividades. A primeira foi levar profissionais de saúde para realizar o atendimento médico a comunidades indígenas. Mais de 1.200 consultas foram realizadas em uma missão possível graças ao apoio das aeronaves da FAB. A segunda foi a Operação Colbra, em parceria com a Colômbia, para treinar o combate a voos ilícitos. Em agosto, o mesmo exercício se repetiu, mas dessa vez no Peru. A atuação da FAB na região rendeu elogios do Exército e de lideranças indígenas.

Setembro foi marcado por exercícios operacionais. No Acre, mais de sete mil indígenas receberam vacinas em outubro graça à Força Aérea Brasileira.

Futuros oficiais participaram de treinamento de sobrevivência, enquanto em Natal (RN) ocorriam voos para a qualificação de jovens oficiais aviadores nas aviações de transporte, de caça e de helicópteros. Em Porto Velho (RO), dez AH-2 Sabre realizaram um inédito voo em formação.

A tragédia ambiental em Mariana (MG) levou a FAB a transportar 30 mil litros de água mineral para moradores de Governador Valadares (MG).

Já o incêndio na Chapada da Diamantina exigiu o transporte de 44 bombeiros do Distrito Federal para a Bahia, além do emprego de um avião C-130 Hércules que lançou 252 mil litros de água nas chamas e de um H-34 que transportou os brigadistas para os focos de incêndio.

Em novembro, foi a vez de um SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) transportar um paciente suspeito de contaminação pelo vírus ebola. Felizmente, foi um alarme falso, mas a aeronave recebeu todos os equipamentos necessários para evitar um contágio.

Fonte: Portal Brasil com informações da FAB

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