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Defesa quer militares com 10 medalhas nas Olimpíadas para ajudar Brasil a chegar ao top 10


Os atletas militares brasileiros conquistaram para o País o título de segunda colocação geral nos 6º Jogos Mundiais Militares, realizados neste mês de outubro na República da Coreia. O Brasil enviou a Mungyeong 282 atletas que conquistaram 84 medalhas, sendo 34 de ouro, 26 de prata e 24 de bronze.

Após cerimônia nesta terça-feira (27), em que a presidenta Dilma recebeu os atletas, o chefe da delegação brasileira e diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, Brigadeiro Amaral, exaltou a parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte para o resultado alcançado.

“Temos que ressaltar bastante a parceria. Existe um aporte de recursos bastante considerável que permite à gente desenvolver o programa de treinamento e a participação nos jogos. Essa parceria é fundamental. Desde 2011, após os Jogos Mundiais Militares, nós temos estreitado e consolidado essa parceria com o Ministério dos Esportes nesse esforço olímpico para os Jogos de 2016”, disse.

Nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, os 57 atletas militares brasileiros que competiram contribuíram com 4 das 17 medalhas conquistadas pelo País. “Nós pretendemos, para o ano que vem no Rio de Janeiro, duplicar essa participação, levando entre 100 e 120 atletas, e também duplicar o número de medalhas”, estimou o brigadeiro. “Pretendemos ter pelo menos umas 10 medalhas do Rio ajudando o Brasil nesse esforço de ser o top 10 no quadro de medalhas”.

O brigadeiro também destacou o apoio conjunto do Comitê Paralímpico Brasileiro e do Ministério do Esporte que permitiu levar quatro atletas paraolímpicos aos jogos da Coreia, dois do arco e dois do arremesso de peso. “Pioneiramente, estabelecemos, com a participação do para-atleta André Rocha, da Polícia Militar de São Paulo, que foi medalha de prata no arremesso de peso. É uma participação pioneira dentro dos Jogos Mundiais Militares”.

Apoio aos atletas As Forças Armadas apoiam os atletas, colocando à disposição deles a estrutura esportiva e administrativa. O brigadeiro Amaral conta que todos os atletas militares são profissionais da Defesa, sendo que aqueles que são de alto rendimento, compõem programa de serviço militar temporário, baseado na lei do serviço militar.

“Enquanto eles estão dentro do programa, eles têm todos os direitos e as obrigações que qualquer militar deste quadro de militares temporários têm. Toda a nossa infraestrutura de nutricionista, laboratórios físicos, instalações desportivas e apoio para participar de um calendário de competições. A gente faz a quatro mãos com as confederações para prepará-los aos eventos que existem nesse ciclo desportivo de quatro anos entre uma Olimpíada e outra”,explicou.

Saudação militar em competições

Sobre a polêmica que surgiu pela continência prestada pelos atletas militares brasileiros ao serem premiados no Pan-Americano de Toronto, neste ano, o brigadeiro esclareceu que não se tratou de uma imposição e que o gesto também não tinha nenhuma conotação política.

“Não existe [em uma competição civil] obrigatoriedade nenhuma. O que eu vejo ali é que é uma saudação de civismo, de vibração, de alegria. Quando sobe no pódio, ele ali está pensando nas horas de treinamento solitário e no esforço que faz participar dos jogos e segundo de ter alcançado um resultado de sucesso. É um momento só de agradecimento, um momento cívico. Não tem nenhuma conotação política.”

Fonte: Blog do Planalto/

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