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História da astronomia brasileira ganha registro completo


Publicação vai reunir artigos que analisam desde registros astronômicos pré-históricos encontrados no País até iniciativas internacionais recentes

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) lança, nesta sexta-feira (21), o livro "História da Astronomia no Brasil". A publicação reúne 44 artigos de 63 autores. O último relato abrangente havia sido feito em 1955, pelo cientista Abrahão de Moraes.

"Faltava uma nova história da nossa astronomia, que incorporasse tanto os episódios mais recentes quanto os novos estudos sobre episódios do passado", afirma Oscar Matsuura, pesquisador colaborador do Mast e organizador do livro.

Além dos principais estudos realizados pelos astrônomos brasileiros, a publicação registra fatos surpreendentes. Um deles ocorrido na manhã de 13 de agosto de 1930, na região do rio Curuça, no Estado do Amazonas. Meteoritos explodiram pouco acima do solo e abriram uma cratera de 1km de diâmetro em plena selva amazônica, próximo à fronteira com o Peru.

Também estão entre os destaques as pesquisas de Cesar Lattes, principal nome da ciência nacional que, por decisão polêmica, deixou de receber o Prêmio Nobel. Outras curiosidades abordadas são a história de Yedda Veiga Ferraz Pereira, a primeira astrônoma do Brasil; a rivalidade entre Brasil e Argentina na demarcação de fronteiras e a astronomia indígena.

São 1.297 páginas, distribuídas em dois volumes. A obra apresenta artigos em linguagem não especializada, que analisam desde registros astronômicos pré-históricos encontrados no País até iniciativas internacionais recentes, como o projeto do telescópio Soar – um consórcio formado por Brasil e Estados Unidos, instalado nos Andes Chilenos para produzir imagens de melhor qualidade que as de qualquer outro observatório do mundo em sua categoria. Desde 2004, pesquisadores brasileiros realizam observações no local.

A publicação é uma realização do Museu de Astronomia. A versão eletrônica do livro poderá ser adquirida no site do Museu de Astronomia. O projeto contou com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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