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MCTI participa da inauguração do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar


MCTI

O secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, Eron Bezerra, participou da inauguração em Florianópolis do Fotovoltaica, da UFSC, que recebeu recursos da ordem de R$ 3,6 milhões.

O secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis/MCTI), Eron Bezerra, participou da inauguração do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (Fotovoltaica – UFSC), nesta segunda-feira (1º). O complexo recebeu recursos do Ministério da ordem de R$ 3,6 milhões, por meio da Secis e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

"Essa é uma obra de caráter estratégico. É um centro de inovação que tem uma importância para a ciência e a tecnologia e, principalmente, para a inovação naquilo que nós queremos na busca de energias alternativas", afirmou o secretário. "Além do desenvolvimento de pesquisas em energia solar, haverá turma de treinamento e capacitação de pessoas para operar na prática isso", disse.

No centro serão desenvolvidos cursos de capacitação, voltados para instaladores, arquitetos, engenheiros, e pesquisas na área da tecnologia solar fotovoltaica. As instalações são compostas por duas edificações que compreendem anfiteatro, salas de aula e de professores, laboratórios, oficinas, terraço para testes de módulo fotovoltaico, e mezanino com sala para alunos de iniciação científica e pós-graduação.

"Vamos desenvolver pesquisa, capacitar alunos, desenvolver protótipos, estabelecer parcerias, desenvolver tecnologias sociais para a população de baixa renda, ou seja, vamos sair atrás das soluções para os nossos dilemas. Esse é o papel da ciência e tecnologia: buscar alternativas para os dilemas da sociedade", ressaltou.

Parcerias e oportunidades

Segundo o secretário, o MCTI, em parceria com a UFSC e a Universidade Federal do Pará (UFPA), vem trabalhando em outras frentes fazendo o uso da energia solar fotovoltaica. "Temos outros produtos em parceria com a universidade, dois deles são um ônibus e um barco movidos à energia solar", disse. "Estamos abrindo uma porteira para que nós possamos ter dentro de médio prazo soluções para o transporte de massa nesse país, com reduzida ou zero emissão de carbono, substituindo os ônibus à base de diesel por energia limpa", projetou.

De acordo com Eron, as pesquisas desenvolvidas no Fotovoltaica – UFSC poderão contribuir para diminuir os custos dos investimentos iniciais, possibilitando tornar "a energia solar cada vez mais competitiva".

"Nós ainda temos um gargalo, que é a capacidade de absorver e armazenar energia. É nisso que centros como esse podem atuar, desenvolvendo tecnologias cada vez mais apropriadas para absorver e armazenar energia", disse. "Esse centro visa, entre outras coisas, encontrar soluções tecnológicas de inovação, por isso tem uma importância estratégica", afirmou.

O Fotovoltaica – UFSC é o primeiro centro de pesquisa desse tipo no Brasil que é 100% alimentado por energia solar fotovoltaica. Além de gerar energia para o consumo próprio dos dois prédios que o compõem (que consumirão cerca de 70 MWh/ano), as coberturas solares fotovoltaicas dos dois prédios e do estacionamento gerarão um excedente anual de aproximadamente 50 MWh, que será consumido no campus central da UFSC, situado a 30 km. A energia irá também alimentar o ônibus elétrico que está em desenvolvimento, financiado recentemente também pela SECIS/MCTI.

Fonte: MCTI

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