Buscar

Presidente e rebeldes do Sudão do Sul acordam novo cessar-fogo


O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e seu ex-vice-presidente, Riek Machar, comprometeram-se ontem (1º) à noite com um novo cessar-fogo, apesar da ausência de acordo para a resolução definitiva do conflito que atinge o país.

“Esperamos uma interrupção completa das hostilidades no Sudão do Sul” a partir da manhã de segunda-feira (2), declarou à imprensa Seyoum Mesfin, responsável pela mediação das negociações de paz, a cargo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento.

Esse é o sétimo cessar-fogo assinado, em um ano, entre os dois rivais. Todos os acordos anteriores foram violados nas horas seguintes à adoção.

A Autoridade Intergovernamental, que já admitiu impor sanções a Kiir e Machar, sem, no entanto, ter concretizado as ameaças, promete desta vez levar qualquer violação à trégua ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana e pedir a essas organizações "medidas severas" contra os seus autores, disse Seyoum Mesfin.

Após quatro dias de intensas negociações na capital etíope, Adis Abeba, Kiir e Machar não chegaram a acordo para a resolução do conflito, nos moldes propostos pela Autoridade Intergovernamental, que prevê uma partilha de poder entre os dois.

"É um acordo parcial porque não conseguimos resolver alguns problemas mais críticos", declarou Riek Machar após a assinatura, evocando a ausência de consenso sobre "a estrutura do governo de transição" para criar e partilhar responsabilidades no Executivo.

As negociações serão retomados no dia 20 de fevereiro e a Autoridade Intergovernamental dará aos rivais uma última oportunidade, até 5 de março, para alcançar um acordo definitivo.

Os confrontos começaram no Sudão do Sul, a nação mais jovem do mundo, em dezembro de 2013, quando o presidente Kiir acusou o ex-vice-presidente da República Riek Machar de tentativa de golpe de Estado.

A guerra na capital, Juba, deu início a um ciclo de massacres por todo o país, opondo as forças governamentais leais a Kiir e os rebeldes de Machar.

Fonte: Agência Brasil, com informações da Agência Lusa / Rede Mundo

#internacional