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Empreendedorismo é o próximo motor da economia das favelas, avalia Meirelles


Presidente do instituto Data Popular, pioneiro em pesquisas junto aos consumidores das classes C, D e E, Renato Meirelles aponta a abertura de micro e pequenos negócios como o fator que levará ao próximo salto em crescimento econômico nas favelas brasileiras.

“É o empreendedorismo que vai levar a favela adiante. O crédito dentro das comunidades é fundamental para a estratégia de crescimento sustentável dentro das favelas. (…) Detalhe interessante é que, além disso, [as pessoas] não querem sair da Favela, seja para ter seu negócio, seja para morar. É como se o ecossistema econômico da Favela fizesse com que a renda de todos crescesse”, afirma Renato, que é coautor do livro “Um País Chamado Favela”.


A obra, com lançamento previsto para o próximo mês, apresentará resultados de pesquisa realizada em 2013 que revela, entre outros temas, o perfil empreendedor presente nas comunidades.


Um dos motores para o desenvolvimento do empreendedorismo nas comunidades pode ser o acesso ao crédito, facilitado pelos programas federais de microcrédito. Só o Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, criado em setembro de 2011, alcançou mais de 10 milhões de operações contratadas, superando montante de R$ 14 bilhões em empréstimos. Coordenado pelo Ministério da Fazenda, o programa é voltado para microempreendedores individuais e pessoas físicas.


Com valor médio de financiamento de cerca de R$ 1.400, taxas de juros mais baixas e menos burocracia, os empréstimos são destinados exclusivamente a atividades produtivas, como capital de giro ou investimento. O programa tem facilitado o acesso de micros e pequenos negócios ao crédito como forma de incentivo ao crescimento e formalização desses empreendimentos e à geração de trabalho e renda.


Como ter acesso O crédito está disponível nos bancos públicos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. O empréstimo deve estar vinculado a atividades produtivas e tem taxa de juros de 5% ao ano e tarifa de aprovação de crédito (TAC) de 1%. Já o limite de faturamento é de R$ 120 mil reais/ano e o valor máximo de financiamento é de R$ 15 mil por operação.


Fonte: Blog do Planalto / Rede Mundo

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