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Mobilidade e acessibilidade urbana em Manaus são temas de seminário promovido pela Câmara Municipal


Foto: Divulgação/Pedala Manaus

Nos últimos quatro anos, aos poucos, o trânsito tumultuado de Manaus vem se transformando, com ciclistas disputando espaço – e respeito – pelas vias da cidade, utilizando as bicicletas como modal alternativo ao transporte coletivo ou particular. Para tratar de questões sobre mobilidade, acessibilidade, modais alternativos, entre outros, na próxima quarta-feira (13) e quinta-feira (14), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara Municipal de Manaus (COMLEP/CMM) promove um ‘Seminário sobre os Desafios e Possibilidades da Lei de Mobilidade Urbana em Manaus’, no auditório Eulálio Chaves, no Mini-campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no horário das 8h30 às 17h30.


Os interessados em participar dos debates podem se inscrever gratuitamente pelo site da Câmara:www.cmm.am.gov.br/seminario-lei-de-mobilidade-urbana/. O seminário também conta com a parceria do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (Cauam); departamentos de Geografia e Arquitetura e Urbanismo da Ufam, Instituto Amazônico de Cidadania (Iaci); Movimento Educar para a Cidadania e o grupo Pedala Manaus.


Uma das mesas redondas do dia 14 (quinta-feira) será sobre a mobilidade e acessibilidade urbana de Manaus, e contará com a participação de um dos coordenadores do grupo Pedala Manaus, Paulo Aguiar. De acordo com ele, Poder Público e a sociedade começaram a “enxergar” a bicicleta como um modal e uma forma de transporte, dentro de Manaus. Entretanto, ainda há muito que avançar na área.

“Não há como ignorar a bicicleta como um meio de transporte. Em seus quatro anos de existência, o Pedala Manaus vem mostrando que isso é possível. O comportamento dos motoristas em relação aos ciclistas ainda é incipiente, mas hoje eles já tratam com mais cuidado e respeito. O Poder Público também precisa abraçar a causa, dotando a cidade com a infraestrutura necessária, com a realização de campanhas, a construção de bicicletários e ciclovias, por exemplo”, salienta Aguiar.


Segundo ele, a capital amazonense já comporta mais de 20 grupos de bicicletas, o que também contribui para que a bicicleta seja vista como uma alternativa aos demais modais existentes na cidade. Paulo cita alguns casos de cidades que vem passando por transformações para oferecer infraestrutura àqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Em São Paulo, de acordo com ele, a cidade vem ampliando a quantidade de ciclofaixas, além de construir estacionamentos próprios para bikes. Outros exemplos são Sorocaba (SP), Rio de Janeiro, onde o bairro de Copacabana tem vias acalmadas, com a velocidade até 30 km/h, para facilitar o uso de bicicletas. Ele também chamou a atenção para o fato de que a capital acreana Rio Branco possui a maior rede cicloviária per capita do país, com aproximadamente 160 quilômetros de vias projetadas para os ciclistas.

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Fonte: CMM - Sintia Maciel – DIRCOM/CMM / Rede Mundo

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