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Inflação oficial desaba a 0,01% em julho e volta ao teto da meta, mostra IBGE


É o menor resultado desde junho de 2010 e foi puxado bela baixa nos preços de Transportes, que tiveram queda de 0,98% contra alta de 0,37% em junho. A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou fortemente de junho para julho, passando de 0,4% para 0,01%, voltando ao teto da meta em 12 meses, de 6,50%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8), pelo nstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Esse é o menor resultado desde junho de 2010 e foi puxado pela desaceleração nos preços de Transportes, que tiveram queda de 0,98% contra alta de 0,37% em junho, e e Despesas Pessoais, que de 1,57% em junho passou para 0,12%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram queda:

Considerando os últimos 12 meses o índice foi para 6,50%, abaixo dos 6,52% relativos aos 12 meses anteriores. Em julho de 2013 a taxa havia sido 0,03%.


Maiores baixas

No item passagens aéreas a queda de 26,86% levou à liderança dos principais impactos para baixo, com -0,14 ponto percentual. Nos Transportes, grande parte dos itens se apresentaram em queda no mês: etanol (-1,55%), pneu (-1,01%), gasolina (-0,80%), lubrificação e lavagem (-0,67%), conserto de automóvel (-0,54%), acessórios e peças (-0,40%), automóvel novo (-0,29%), motocicleta (-0,14%) e automóvel usado (-0,09%).


Nas Despesas Pessoais foram os hotéis que se destacaram, mais baratos em 7,65% após a alta de 25,33% de junho. Outros itens mostraram redução de um mês para o outro, a exemplo dos serviços de cabelereiro, que foram de 0,47% para -0,08%. O item empregados domésticos resultou em 0,52%.


Em relação à Alimentação e Bebidas (de -0,11% em junho para -0,15% em julho), observa-se recuo nos preços pelo quarto mês consecutivo. A queda é ainda mais intensa se considerados os alimentos consumidos em casa, com -0,51%.


Os preços chegaram a cair 2,26% em Campo Grande e somente em São Paulo ocorreu aumento, de 0,25%. Já no item alimentação fora de casa houve alta de de 0,82% para 0,52%, embora menor do que no mês anterior. O destaque vai para a cerveja, cujos preços subiram 1,63%.


Entre os poucos alimentos que se destacaram por aumento de preços estão o leite (2,16%) e alguns de seus derivados, como queijo (1,82%),leite em pó (0,87%) e iogurte (0,52%), além do café moído (1,34%) e do frango em pedaços (1,26%). Vários ficaram mais baratos, especialmente a batata inglesa (-18,84%) e o tomate (-17,33%).


A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.



Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE / Rede Mundo

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