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Mais de 10 mil jornalistas foram recebidos nos Centros Abertos de Mídia


Instalados nas 12 cidades-sedes, Centros receberam jornalistas de 84 países. Mais de 60 mil matérias sobre o Brasil foram veiculadas em todo o mundo


Em uma iniciativa inédita na história das Copas do Mundo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) adotou estratégia de comunicação integrada para levar informações sobre o Brasil e apoiar a imprensa global que veio ao País para cobertura do Mundial.


Durante o torneio, mais de 10 mil jornalistas de 84 países (96,5% dos jornalistas internacionais recomendariam uma viagem ao Brasil, aponta pesquisa Fipe) foram atendidos nos Centros de Abertos de Mídia instalados nas 12 cidades-sede. Em levantamento preliminar, a Secom identificou mais de 60 mil matérias, sobre o Brasil, veiculadas em todo o mundo.


“Os principais efeitos de comunicação da Copa são de percepção. A onda de pessimismo que tomou conta do Brasil até maio foi absolutamente revertida”, aponta o ministro-chefe da Secom, Thomas Traumann. Antes de a bola rolar, o apoio à realização do torneio girava entre 50% e 55%. Ao final, estava em 70%. Chegou perto dos 80% antes da eliminação do Brasil, segundo pesquisa telefônica do Ibope, encomendada pela Secretaria.


Traumann explica que a ação buscou aproveitar a visibilidade sem precedentes que a Copa trouxe ao Brasil.


“As milhares de reportagens sobre o Brasil publicadas pela imprensa nacional e estrangeira mostraram ao planeta um País que vai muito além do futebol – da sustentabilidade e inovação à economia, cultura e inclusão social”, explica. “É abissal a diferença entre a cobertura da Copa pela imprensa antes e depois do início do torneio”.


O ministro destaca que vários recordes foram batidos. A Copa foi o evento mais comentado nas redes sociais do mundo. No Twitter, apenas o jogo Brasil e Alemanha gerou 35,6 milhões de mensagens. O Facebook anunciou que a Copa gerou mais de 3 bilhões de interações na rede. “No Brasil, foram mais de 25 milhões de posts durante os últimos trinta dias”, destaca Traumann. Até junho, para cada post positivo havia um post negativo. Ao cabo de um mês, o volume total de postagens no Brasil mostrou 75% de menções favoráveis nas redes sociais ao torneio.


Estratégia

Os Centros Abertos de Mídia (CAMs) ofereceram infraestrutura de trabalho aos jornalistas credenciados ou não pela Fifa – para a cobertura da competição. A ação incluiu entrevistas coletivas com porta-vozes oficiais, eventos culturais e visitas a locais de interesse em cada cidade-sede. Isso permitiu a agências, jornais, emissoras de televisão e de rádio uma cobertura diversificada.


“Com a realização de 22 entrevistas coletivas com 11 ministros e outras autoridades, o CAM João Saldanha, no Rio, tornou-se referência para os profissionais que buscavam informações oficiais do governo brasileiro sobre a Copa”, afirma o secretário de Imprensa da Presidência, Olímpio Cruz. Jornalistas estrangeiros também puderam conhecer melhor o Rio e a cultura brasileira por meio de visitas guiadas oferecidas gratuitamente pela equipe do CAM e degustações de produtos nacionais.


Somente no Rio de Janeiro, onde o governo federal assumiu a responsabilidade direta pela montagem da estrutura e da programação, em uma parceria entre a Secom, Apex-Brasil, Embratur e a prefeitura do Rio, o CAM João Saldanha, no Forte de Copacabana, recebeu mais de quatro mil jornalistas de 84 países em 36 dias de funcionamento.


Os profissionais de imprensa puderam contar com estações de trabalho, internet sem fio, cabines de rádio, infraestrutura para transmissão de imagens ao vivo e o apoio de uma equipe de mais de 20 assessores de comunicação bilíngues na apuração de informações para suas reportagens.


No CAM João Saldanha, os jornalistas receberam material em inglês, espanhol e português com informações para o trabalho da imprensa na cobertura da Copa. Foram distribuídos o Guia do Jornalista, com dicas sobre o Brasil e as 12 cidades-sede, e o manual O que você precisa saber sobre a Copa do Mundo, com dados econômicos, sociais e de infraestrutura sobre a Copa do Mundo 2014. “Além disso, o CAM João Saldanha ofereceu um banco de pautas sobre as 12 cidades-sede, as cinco regiões do Brasil e sobre programas do governo federal”, destaca Cruz.


A programação do CAM João Saldanha incluiu 23 visitas guiadas com foco em turismo, inovação e projetos que unem esporte e inclusão social. Entre as press tours oferecidas estavam, por exemplo, visitas ao Centro de Pesquisa da Petrobras, a um navio da Marinha que fez a patrulha da costa durante o evento e a escolinhas de formação de jogadores de futebol.


Também foi colocado à disposição das emissoras de TV de todo o mundo um banco de imagens das cidades-sede para livre utilização. O banco foi acessado gratuitamente no Copabrasil/EBC. Todo o conteúdo produzido pelo CAM, tais como press releases, entrevistas com autoridades e vídeos das coletivas estão disponíveis no Portal da Copa.


Nos centros abertos de mídia das demais onze cidades-sede, o governo federal também teve participação importante, especialmente na estruturação das equipes de trabalho. Mais de 60 assessores de comunicação foram alocados nos CAMs de todas as sedes da Copa, para auxiliar na interlocução com a imprensa.

Agência Brasil, com informações do Blog do Planalto / Rede Mundo

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