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Governo faz balanço da Copa do Mundo e aborda sucesso do evento


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Em balanço sobre evento, governo fala sobre organização, considerando que povo mostrou sua capacidade de bem receber


O governo apresentou balanço sobre a Copa do Mundo no Brasil, nesta segunda-feira (14), no Centro Integrado de Comando e Controle de Brasília. Segundo a governo, o Brasil demonstrou que estava capacitado para assegurar infraestrutura, segurança, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas às seleções e aos chefes de Estado que compareceram ao evento. Dilma agradeceu aos envolvidos na organização do evento e considerou que o povo mostrou sua capacidade de bem receber. “Nós vivemos, nesses dias, uma festa fantástica. Mais uma vez, o povo brasileiro revelou toda a sua capacidade de bem receber. (…) os torcedores e todos os amantes do futebol, asseguraram uma festa que eu tenho certeza é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo”, disse a presidenta.


Para ela, foram superados prognósticos negativos sobre a competição, que previam a não conclusão de arenas e a falta de capacidade dos aeroportos para receber os turistas. "A gente dizia que ia ter a Copa das Copas. Tivemos a Copa das Copas. Tivemos, sem tergiversar, um problema que foi a nossa partida, nosso jogo com a Alemanha. No entanto, acredito que tudo na vida é superação. (...) Derrotamos, sem dúvida, essa previsão pessimista e realizamos, com imensa e maravilhosa contribuição do povo, essa Copa das Copas", afirmou.


Ela lembrou ainda as mensagens de paz recebidas por líderes religiosos de todo o mundo no início da Copa, que dialogavam com o sentimento da Copa Sem Racismo, imagem que ficou como um dos legados do Brasil para o mundo. A presidenta agradeceu ainda os governos estaduais e municipais das 12 cidades-sede na realização do Mundial e concluiu agradecendo brasileiros e brasileiras pela hospitalidade, frisando a diversidade do País.


“Queria agradecer também a todos os brasileiros que mostraram quem nós somos, qual é a nossa alma, qual é o nosso coração, e como é que temos essa extraordinária capacidade de integração com todas as culturas, todas as origens étnicas. Muito porque nós somos um país multiétnico, multidiverso, com culturas as mais variadas. Não só viram a beleza do nosso País, mas viram, sobretudo, a beleza do nosso povo, a beleza da alma do nosso povo”, finalizou.


Integração

Durante três anos, o Brasil se preparou para receber a Copa do Mundo 2014. Por meio da integração das forças policiais dos estados, da União e das Forças Armadas, o País empregou o maior efetivo de profissionais já contabilizados em um evento esportivo. Foram investidos mais de R$ 1,19 bilhão para atuação de mais de 177 mil agentes, contingente três vezes maior do que o empregado na última Copa, em 2010, na África do Sul. Esse grande esquema montado para garantir a segurança de brasileiros e turistas agora fica como legado para a Nação.


As ações de segurança pública, defesa e inteligência para a Copa do Mundo 2014 foram estruturadas pelos ministérios da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional. A execução foi realizada pelas instituições federais, estaduais e municipais nas 12 cidades sede e nas outras 3 cidades com centros de treinamento (Vitória, Aracaju e Maceió).


Nesta segunda-feira (14), durante divulgação do balanço da Copa, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que os equipamentos ficarão para os estados e que os centros integrados poderão ser utilizados também na segurança de fronteiras e de rodovias.


Estrutura

Com a criação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge), as ações de segurança pública passaram a ter uma integração nacional, com o Sistema Integrado de Comando e Controle. Foram criados 15 Centros Integrados de Comando e Controle – CICC (12 regionais, dois nacionais, em Brasília e no Rio, e um Centro de Cooperação Policial Internacional).


Os estados receberam 27 Centros de Comando e Controle Móveis (caminhões equipados que ficarão nas proximidades dos estádios), além de 12 imageadores aéreos (equipamentos instalados em helicópteros, capazes de captar e transmitir imagens em tempo real para os centros de controle), robôs para detonação de explosivos e 36 plataformas de observação elevadas (com 12 câmeras de alta resolução capazes de captar, tratar e transmitir imagens). Durante todo o período do Mundial, todos os 15 quinze Centros Integrados de Comando e Controle (CICCs) estiveram em operação 24 horas por dia.

Polícia Federal


Além de trabalhar em conjunto com setores da segurança nacional, a PF atuou juntamente com as forças policiais internacionais dos países que participaram da competição. Agentes fizeram controle de migração de cerca de 846 mil pessoas que entraram no país durante a competição, impedindo a entrada de 266 estrangeiros que estavam ilegais ou com nome na lista de proibidos de entrar. A PF também fez a segurança de chefes de Estados, delegações, controle de segurança privada, prisões, entre outras ações.


Polícia Rodoviária Federal

Agente da PRF atuaram em conjunto com a Polícia Federal e Força Nacional de Segurança Pública para garantir a segurança nas estradas durante o deslocamento de turistas pelos estados brasileiros. Foram feitas centenas de operações de fiscalização de transporte de passageiros, acompanhamento de comboio com grandes torcidas, forças de choque em pronto emprego, fiscalização de veículos, apreensão de armas, entre outros.


Força Nacional

Os 1.033 agentes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) tivera efetivos deslocados para cidades-sede a fim de reforçar a segurança a pedido dos governos locais. Esse profissionais trabalham com segurança de perímetros nos estádios, aeroportos, desobstrução de vias, patrulhamento tático e diversas outras atividades.


Forças Armadas

As Forças Armadas também atuaram de forma integrada nas cidades sede onde houve partidas do Mundial. Foram atuações na defesa aeroespacial e controle aéreo, fiscalização de explosivos, segurança e defesa cibernética, entre outros.


Balanço em números O investimento total do governo federal foi R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,17 bilhão oriundos do Ministério da Justiça e R$ 800 milhões Forças Armadas.


Foram 52 dias de atividades, que tiveram início em 23 de maio e terminaram no último dia do torneio, 13 de julho. Neste período, os Centros Integrados de Comando e Controle (CICC), que receberam investimentos na faixa de R$ 70 milhões, funcionaram ininterruptamente por 1.248 horas.


Para o Mundial foram escalados mais de 116,6 mil agentes das forças de segurança (policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, bombeiros, guarda municipal, Detran e Força Nacional) e outros 50 mil das Forças Armadas.

Cerca de 33 mil ações figuram nos relatórios de segurança, entre vários tipos de vistorias, escoltas, policiamento ostensivo, controle de migração, prisões e outros.


Cerca de 846,6 mil estrangeiros de 202 países vieram ao Brasil assistir à Copa. A Polícia Federal barrou a entrada de 371 por apresentarem problemas na documentação ou porque estavam na lista de pessoas impedidas. Argentina (87), Estados Unidos (67), Nigéria (47) e China (41) sāo os países que mais registraram estrangeiros impedidos de entrar no País.


De acordo com as autoridades, 271 cambistas foram detidos com 1.825 ingressos, R$ 105 mil reais, 44 mil dólares e 1,8 mil euros.


No período da Copa foram contabilizadas 236 manifestações, 51 mil manifestantes, 19 manifestações com registros de violência e 355 pessoas detidas.


Brasília: 478 mil no estádio, 351 mil na Fan Fest

A Copa do Mundo foi sucesso de público em Brasília, tanto no Estádio Nacional Mané Garrincha quanto na FIFA Fan Fest. A arena da capital federal recebeu 478.218 pessoas em sete jogos – média de 68,3 mil espectadores por duelo. O Taguaparque, local da Fan Fest, registrou a passagem de 351 mil pessoas em 25 dias de evento, com destaque para as datas das partidas da Seleção Brasileira.


O Mané Garrincha teve o segundo maior público acumulado entre as arenas do Mundial. Ficou atrás apenas do Maracanã, no Rio de Janeiro, que também recebeu sete jogos – número máximo para uma cidade-sede –, mas tem capacidade para 78,8 mil espectadores.


Como o estádio carioca não recebeu a Seleção Brasileira, a arena de Brasília registrou os dois maiores públicos da equipe na competição. Foram 69.112 torcedores na partida contra Camarões, em 23 de junho, e 68.034 na disputa de terceiro lugar com a Holanda, no último sábado (12.07). A vitória sobre os africanos (4 x 1) foi também o centésimo jogo do time canarinho na história dos Copas.


A arena superou ainda a marca histórica de 1 milhão de torcedores desde a reinauguração, em maio de 2013. O jogo entre Brasil e Holanda foi o 50º evento do novo estádio, que já recebeu 1,3 milhão de brasilienses e turistas. Além da Seleção Brasileira, outras 12 equipes da elite do futebol mundial passaram pelo local. França, Holanda, Portugal, Colômbia e a vice-campeã Argentina estão entre os times que jogaram na cidade.


Craques

Alguns dos principais jogadores da Copa do Mundo se apresentaram no Mané Garrincha. Entre eles, o argentino Lionel Messi, eleito o craque do Mundial pela FIFA, o colombiano James Rodriguez, artilheiro do torneio e autor de gol contra a Costa do Marfim na capital federal, e o brasileiro Neymar, que marcou duas vezes e deu show contra Camarões.


Outros atletas importantes do futebol mundial jogaram em Brasília. O português Cristiano Ronaldo fez um gol no estádio, na partida contra Gana. O marfinense Yayá Touré, considerado um dos melhores meio-campistas do planeta, teve atuação discreta diante da Colômbia. Já o francês Pogba, eleito revelação do Mundial, esbanjou talento e balançou as redes da Nigéria.


Além deles, um dos carrascos da Seleção Brasileira na Copa de 2010, na África do Sul, voltou a atuar bem contra os pentacampeões mundiais. O atacante Robben, da Holanda, foi escolhido o melhor jogador da disputa de terceiro lugar, vencida por 3 x 0 pelo time europeu. Um dos gols foi marcado por Van Persie, astro do Manchester United.


O servidor público Caio Motta assistiu a quatro jogos no Mané Garrincha e aprovou a experiência. “Foi tudo fantástico: organização para chegar e sair, para comprar bebida. A cerveja era gelada e a comida era simples, mas quentinha”. Ele também gostou da qualidade das partidas. “Só teve jogo bom. Eu esperava mais do Messi, mas o Robben joga demais, valeu o ingresso”, completa o morador de Brasília.


Fan Fest

Os principais públicos da Fan Fest foram registrados nos dias de jogos da Seleção Brasileira. O maior deles ocorreu no dia de Brasil 2 x 1 Colômbia, pelas quartas de final da Copa: 45 mil pessoas. Torcedores de vários países, inclusive de nações que não disputaram a competição, foram ao Taguaparque e elogiaram a organização, a segurança e qualidade dos telões instalados no local.

Músicos de diferentes estilos animaram a plateia. O cantor Gusttavo Lima foi a principal atração do primeiro dia do evento – abertura da Copa, com jogo entre Brasil e Croácia, em 12 de junho. Daniela Mercury, Naldo, Leo Jaime, Moraes Moreira, DJs reconhecidos internacionalmente e outros artistas também contribuíram para a diversidade musical que marcou o Taguaparque.


Multidão

Confira o público das sete partidas do Mundial no Mané Garrincha:

15/06 – Suíça 2 x 1 Equador (fase de grupos): 68.351 19/06 – Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim (fase de grupos): 68.748 23/06 – Brasil 4 x 1 Camarões (fase de grupos): 69.112 26/06 – Portugal 2 x 1 Gana (fase de grupos): 67.540 30/06 – França 2 x 0 Nigéria (oitavas de final): 67.882 05/07 – Argentina 1 x 0 Bélgica (quartas de final): 68.551 12/07 – Brasil 0 x 3 Holanda (disputa de terceiro lugar): 68.034

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto e Portal da Copa / Rede Mundo

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