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Aos 22 anos, Neymar é assunto de pelo menos dez livros


Editoras do Brasil e do exterior apostam em obras sobre o atacante. Carreira vitoriosa, apelo comercial e carisma são as principais razões do fenômeno.


Além de craque da Seleção Brasileira, artilheiro com 200 gols marcados, garoto-propaganda e ídolo das adolescentes, Neymar é um sucesso editorial. Há pelo menos 10 livros a respeito do jovem atacante (22 anos) no mercado. O site da Livraria Cultura, por exemplo, disponibiliza seis títulos diferentes para venda – mais que Pelé e menos que Ayrton Senna. Na loja virtual Amazon, podem ser encontradas também outras quatro opções, sem tradução para o português.


O cardápio é variado. Há biografias, perfis e obras em voltadas para o público adolescente, oficiais e não oficiais, de autores brasileiros e estrangeiros. E comercializados no país e no exterior. O livro autorizado “Neymar – Conversa entre pai e filho”, de Ivan Moré e Mauro Beting, por exemplo, está disponível em 10 países, como Alemanha, Espanha, Inglaterra e até Japão. A editora Universo dos Livros registrou a venda de mais de 40 mil exemplares só no Brasil.


O título mais recente sobre o craque é “O Planeta Neymar”, perfil escrito pelo jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho. O livro foi lançado em maio pela Editora Paralela, selo da Companhia das Letras especializado em obras de entretenimento. A tiragem inicial de 8 mil exemplares - mais que o dobro em relação à média de 3 mil do grupo – foi toda distribuída. E a opção por uma edição bilíngue, em português e em inglês, revela o objetivo de conquistar os turistas estrangeiros.


“Por ser carismático e se comunicar bem, o Neymar atrai muito o público mais jovem. Pensando nisso, e também por estarmos às vésperas da Copa do Mundo, optamos por uma versão bilíngue. Ele é um jogador fora de série, extremamente midiático, ídolo dentro e fora do Brasil”, explica, por email, a Editora Paralela.


Para o jornalista e escritor Mauro Beting, autor de 15 livros, a maioria sobre futebol, o interesse do mercado editorial por Neymar é compreensível. “É um sujeito que já fez muita coisa, mesmo com tão pouca idade. Talvez seja cedo pra isso, mas é plenamente justificável”, opina o coautor de “Neymar – Conversa entre pai e filho”, para quem o carisma do atacante também ajuda. “Eles é um dos poucos caras que vi que tem um neon próprio”, analisa.


Portal da Copa / Rede Mundo

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